Em São Paulo Itaú é punido por descaso com a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras

Em São Paulo, o juiz Luís Augusto Federighi, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª região, indeferiu recurso do Itaú contra sentença que havia condenado a instituição financeira ao pagamento de uma multa no valor de R$ 1 milhão. Entre os motivos da condenação estão violações sistemáticas ao direito à saúde dos trabalhadores e trabalhadoras. […]

Em São Paulo, o juiz Luís Augusto Federighi, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª região, indeferiu recurso do Itaú contra sentença que havia condenado a instituição financeira ao pagamento de uma multa no valor de R$ 1 milhão. Entre os motivos da condenação estão violações sistemáticas ao direito à saúde dos trabalhadores e trabalhadoras.

O TRT averiguou que os bancários e bancárias que retornam ao trabalho após um período de licença por motivos de saúde encontram um ambiente de trabalho precário, que não atende aos seus cuidados, onde impera a discriminação contra eles e, além disso, correm o risco de serem demitidos mesmo que estejam em tratamento médico.

“Não é somente em São Paulo que o Itaú tem agido com total desrespeito em relação à saúde dos trabalhadores e trabalhadoras. Aqui no Espírito Santo, a maioria dos bancários que procuram atendimento na Secretaria de Saúde do Sindicato é do Itaú. Normalmente os trabalhadores procuram ajuda somente quando a situação já está muito grave. Nossa orientação é que não espere chegar a esse ponto para procurar o Sindicato e reivindicar o direito a um ambiente de trabalho adequado”, afirma o diretor do Sindicato dos Bancários/ES José Carlos Schineider.

Outras punições

Além da multa, a Justiça determinou que o Itaú deve fazer um levantamento ergonômico condizente com a realidade de seus estabelecimentos, principalmente em relação aos imobiliários e equipamentos. Também ficou estabelecido que a instituição financeira deve emitir Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para todos os funcionários e funcionárias que apresentem suspeita de DORT/LER comprovada por atestados médicos, inclusive os emitidos por médicos não contratados pelo banco.

A decisão judicial estabeleceu ainda, pausa de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados para os digitadores, respeito às prescrições médicas e ao retorno gradativo dos funcionários que estejam afastados por período igual ou superior a 15 dias, desde que não haja recomendação médica em sentido contrário; realização de exame médico anual nos trabalhadores expostos a riscos de doenças ocupacionais, elaboração de programa de controle médico e saúde ocupacional (PCMSO) que contenha a descrição detalhada de cada função exercida pelos funcionários, com os respectivos riscos e a periodicidade dos exames médicos, além da abertura do sistema de metas praticado pela instituição.

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