Entenda a Campanha Nacional de 2017

A Campanha Nacional 2017 está focada em proteger o emprego da categoria bancária, de acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), válida até 2018, além de pautar a lutar contra a precarização do trabalho.

A Campanha Nacional dos Bancários de 2017 será diferente das anteriores. Isso porque, após a greve de 2016, a categoria firmou um acordo de dois anos com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que será válido até 2018. Portanto, na data base de 1º setembro, nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi renovada automaticamente.
No acordo assinado em 2016 já estão previstas as cláusulas econômicas para 2017, que inclui o reajuste de 1% acima da inflação do período (INPC/IBGE), válido para salários e demais verbas, como tíquetes alimentação, refeição, auxílio-creche e auxílio-babá, além da parcela fixa da PLR. Portanto, não será entregue uma nova minuta de reivindicações à Fenaban.

Mas isso não significa que não haverá lutas na Campanha desse ano, pelo contrário. Mais do que nunca, bancários e bancárias devem estar mobilizados, pois com a aprovação da reforma trabalhista, que passa a vigorar em novembro, os trabalhadores e trabalhadoras terão vários direitos ameaçados.

“Temos muito a perder, como o fim do concurso público nos bancos, parcelamento das férias, redução do horário de almoço, remuneração por produtividade. Além disso, a terceirização, o trabalho temporário e o intermitente devem atingir em cheio nossa categoria, reduzindo o número de bancários. Já estamos observando um esvaziamento dos bancos com os planos de demissões imotivadas ou voluntária, e esses trabalhadores, se forem substituídos, será por meio dessas novas formas de contrato precarizados”, explica Jonas Freire, coordenador geral do Sindicato.

Por isso, a Campanha Nacional 2017 está focada na tentativa de blindar a categoria dos efeitos da reforma da reforma trabalhista, no sentido de proteger o emprego e a precarização do trabalho.

Termo de compromisso

O Comando Nacional já entregou à Fenaban um termo de compromisso contendo 21 cláusulas que tentam cercar os direitos já conquistados pelos bancários e impedir que os bancos apliquem na categoria as modificações na legislação trabalhista, que serão nefastas para todos os trabalhadores e trabalhadoras.

Mais de 40 cláusulas da Convenção Coletiva dos Bancários podem ser alteradas com a aprovação da reforma. E passa a valer também a regra do negociado sobre o legislado, ou seja, categorias poderão fechar acordos individuais ou coletivos rebaixados diante da própria legislação, o que é extremamente perigoso. Os pontos do termo de compromisso e como eles se relacionam com a mudança da legislação trabalhista você confere nesta edição especial do Correio Bancário.

Mesas temáticas continuam

Paralelo às negociações do termo de compromisso, continuarão acontecendo as mesas temáticas sobre Saúde do Trabalhador, Igualdade de Oportunidades, Segurança Bancária e Prevenção de Conflitos. “Temos várias pautas que estão nas mesas permanentes e que são importantes para a categoria. Devemos pressionar para que haja avanço nessas negociações”, diz Rita Lima, diretora do Sindicato.

Defesa dos bancos públicos

A Campanha Nacional também será momento de fortalecer a luta contra as privatizações, num cenário em que praticamente todas as estatais estão sob risco.

“O governo Temer reabriu as porteiras nacionais para o capital estrangeiro e agora quer colocar à venda o que restou das estatais brasileiras, incluindo os bancos públicos. BB, Caixa e Banestes vêm passando por reestruturações severas, com demissões, extinção de setores, redução do número de agências, aumento das metas, tudo para adequar as instituições da lógica do mercado, afastando-as de sua função social”, destaca Rita Lima.

A diretora destaca que lutar pela defesa dos bancos públicos e por todas as estatais é uma tarefa de todos. “Não podemos deixar que os bancos brasileiros sejam desmantelados e entregues ao capital privado. Os bancos públicos são importantes para a soberania nacional, para a gestão das políticas públicas e para um desenvolvimento mais igualitário desse país”.

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