Entidades lançam campanha em defesa do Saúde Caixa

Iniciativa conta com participação da Fenae e das Apcefs, Contraf, Fenacef, Fenag, Advocef, Social Caixa, Aneac e Conselho de Usuários

Nesta quarta-feira , 09, em ato realizado na reunião do Conselho Deliberativo Nacional da Fenae, em Brasília (DF), as entidades representativas dos trabalhadores da Caixa lançaram a campanha “Saúde Caixa: eu defendo”. A iniciativa tem o objetivo de sensibilizar os usuários para a importância da política de saúde da categoria e mobilizar ativos e aposentados para se engajarem na defesa desse modelo.

Dirigentes do Sindibancários/ES e da Apcef/ES participaram do lançamento com o compromisso de difundir a campanha, que une toda a categoria em torno de uma causa de extrema importância para os trabalhadores da Caixa. Dirigentes da Fenae, Apcefs, Contraf, Fenacef, Fenag, Advocef, Social Caixa, Aneac e Conselho de Usuários também participaram do ato.

“O lançamento desta campanha mostra a unidade das entidades para enfrentar esse ataque ao Saúde Caixa. E para sairmos vitoriosos é de extrema importância que todos os empregados ativos e aposentados se envolvam na campanha. As medidas de desmonte do Saúde Caixa afeta todos os empregados, independente de faixa etária, de tempo de contratação e de função”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Rita Lima, que participou do ato de lançamento.

Campanha

A campanha trará conteúdos informativos sobre as coberturas do plano de saúde, os diferenciais em relação a planos de mercado, os marcos históricos desse importante direito conquistado pela categoria e contará com depoimentos de empregados e aposentados sobre suas experiências pessoais. No cronograma, está previsto o Dia de Luta para 24 de maio e a realização de seminário, audiência pública e outras ações.

Ataques ao Saúde Caixa

São muitos os ataques aos direitos dos trabalhadores, desde a reforma trabalhista, as propostas para reforma da Previdência, as ameaças aos fundos de pensão, o crescente número de demissões e a falta de renovação dos quadros de pessoal. Nesse contexto, os serviços de assistência à saúde dos trabalhadores também estão na mira.

Para justificar a redução de sua participação no custeio e a aplicação de aumento unilateral em desrespeito ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), a Caixa tem tentado convencer as pessoas de que o modelo de custeio do Saúde Caixa é insustentável, mesmo que os números do próprio banco demonstrem a sustentabilidade do modelo atual.

Outro ataque, tem vindo por meio das resoluções CGPAR, que diminuem a participação das empresas estatais no custeio dos planos de saúde de seus empregados e criam uma série de condições mais restritivas para usuários e seus dependentes. O novo estatuto da Caixa, aprovado em janeiro, também impôs um teto para os gastos com o plano de saúde, estipulado em 6,5% da folha de pagamento e dos proventos pagos pela Funcef aos aposentados.

Com informações da Fenae

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