Estudantes e trabalhadores voltam a ocupar as ruas em defesa da educação

Protesto foi realizado em centenas de cidades do país e reuniu milhares de estudantes, professores, servidores públicos e trabalhadores de outras categorias. No próximo dia 14 de junho, trabalhadores promovem greve geral contra a reforma da Previdência

Estudantes, professores, trabalhadores de diversas categorias, movimentos sociais e sindicais se uniram mais uma vez contra a redução de verbas do governo Bolsonaro para a Educação e ocuparam as ruas de centenas de cidades do país em todos os Estados. Em Vitória, os manifestantes saíram da Ufes e do Ifes e seguiram em direção à Sedu.

Além de lutar em defesa da educação pública e de qualidade, os manifestantes também levaram para as ruas bandeiras e faixas contra a reforma da Previdência. Diretores e diretoras do Sindibancários/ES participaram do protesto.

“Esse foi mais um ato importante do movimento estudantil que foi às ruas  lutar pelos seus direitos.  Diante de tantas medidas de retrocesso anunciadas por esse governo, devemos nos unir aos estudantes, movimentos sociais e sindicais de outras categorias para barrar a retirada de direitos. O retrocesso atinge a todos nós. Nossa próxima luta nas ruas é no dia 14 de junho, na greve geral, contra a reforma da Previdência, que será um desastre para todos nós”, destaca o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire.

Depois do presidente Bolsonaro chamar os manifestantes de “idiotas úteis” após o primeiro protesto, realizado no dia 15 de junho, a resposta do governo dessa vez foi uma ameaça aos professores e servidores das universidades públicas e dos Institutos Federais de Educação e até mesmo aos pais e alunos. Em nota divulgada por meio do Ministério da Educação (MEC), o ministro da pasta, Abraham Weintraub, “proíbe” a divulgação e estímulo aos protestos no horário escolar e ameaça cortar o ponto dos servidores que participassem do ato.

“A atitude desse governo diante dos protestos demonstra o quanto ele é antidemocrático e não está disposto a dialogar. É um governo que retira direitos e corta recursos de políticas públicas essenciais para a população para atender os interesses do grande empresariado e dos banqueiros”, enfatiza Freire.

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