Feministas protestam pelo fim da exploração e da violência contra a mulher

“Na sociedade que a gente quer, basta de violência contra a mulher!”. Essa foi uma das palavras de ordem levadas para as ruas de Vitória nesta segunda-feira, 25, Dia Internacional de Luta pelo Fim da Exploração e Violência Contra a Mulher. Um ato público na Praça Costa Pereira, no centro da Capital, marcou a data […]

“Na sociedade que a gente quer, basta de violência contra a mulher!”. Essa foi uma das palavras de ordem levadas para as ruas de Vitória nesta segunda-feira, 25, Dia Internacional de Luta pelo Fim da Exploração e Violência Contra a Mulher. Um ato público na Praça Costa Pereira, no centro da Capital, marcou a data reunindo mulheres e homens de diversos movimentos e organizações sociais do Estado para protestar contra as formas de violência sofridas pelas mulheres.

“A violência contra a mulher é tradicionalmente tratada como violência física, mas existem vários tipos de violência, como a psicológica, que sequer pode ser denunciada nas delegacias de mulheres; o abuso sexual; o assédio moral nos locais de trabalho e a violência da mídia, que mercantiliza o corpo da mulher, tratando-o como objeto e impondo padrões de beleza. Queremos mostrar que todas as mulheres sofrem algum tipo de violência e precisamos lutar contra todas elas para termos uma sociedade mais igual e justa”, diz Mariana Gava, que integra a coordenação do Fórum Estadual de Mulheres.

O Sindicato dos Bancários/ES esteve presente na atividade, dando destaque aos problemas vivenciados pelas trabalhadoras do mercado financeiro. “A desigualdade da mulher no mercado de trabalho continua muito grande. As bancárias, por exemplo, representam mais da metade da categoria e continuam ganhando salários menores que os dos homens. O preconceito com a mulher negra também é reproduzido – no mercado financeiro, apenas 8% das mulheres são negras. O Sindicato dos Bancários/ES vem lutando para combater essa desigualdade, nos bancos e em toda a sociedade”, ressalta Fabrício Coelho, diretor da entidade.

As mulheres fizeram várias apresentações culturais e intervenções artísticas para representar a violência contra a mulher e conscientizar a população sobre a necessidade de combatê-la. Faixas e cartazes foram espalhados ao longo de toda a Praça Costa Pereira.

Estado é líder em homicídio de mulheres

O Espírito Santo ocupa o primeiro lugar no ranking nacional de homicídios de mulheres. Esse elevado número de mortes caracteriza um processo chamado de feminicídio, ou seja, o assassinato de mulheres decorrente do conflito de gênero, especialmente em casos de agressão praticada por parceiros íntimos. Para mudar essa realidade, as mulheres reivindicam políticas públicas efetivas e verbas para combate à violência contra a mulher.

As mulheres protestaram também contra a violência obstétrica, reivindicando a liberdade de definição sobre a execução do parto, conforme orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Funcionárias públicas do Estado também protocolaram no Palácio da Fonte Grande – sede do Governo Estadual – um documento cobrando a regulamentação e o cumprimento da lei Complementar 46/94, que garante o auxílio creche às mães que atuam no serviço público estadual.

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