Fenaban apresenta proposta rebaixada de 5,5% e Comando orienta greve a partir do dia 06

Em reunião com o Comando Nacional dos Bancários na manhã desta sexta-feira, 25, em São Paulo, a Fenaban apresentou proposta de 5,5% de reajuste salarial e abono de R$ 2.500,00 não incorporado ao salário. A proposta foi rejeitada ainda na mesa de negociação e o Comando apresentou indicativo de greve a partir do dia 06 […]

Em reunião com o Comando Nacional dos Bancários na manhã desta sexta-feira, 25, em São Paulo, a Fenaban apresentou proposta de 5,5% de reajuste salarial e abono de R$ 2.500,00 não incorporado ao salário. A proposta foi rejeitada ainda na mesa de negociação e o Comando apresentou indicativo de greve a partir do dia 06 de outubro.

Assembleias

Na próxima quinta-feira, 1º, sindicatos de todo o país realizam assembleias nas suas bases para avaliar a proposta da Fenaban e votar o indicativo de paralisação por tempo indeterminado. No dia 05, acontece nova assembleia para preparação do movimento paredista.

Orientação

O coordenador geral do Sindibancários/ES, Jessé Alvarenga, que integra o Comando Nacional da categoria, criticou a proposta. “Esse índice não repõe sequer a inflação do período, que ultrapassa os 9,5%, nem contempla as reivindicações de saúde e condições de trabalho dos bancários. Não podemos aceitar isso do setor que mais lucra no país. Devemos fazer uma greve unificada e mostrar para os banqueiros a nossa força”, diz Alvarenga.

Só no primeiro semestre do ano, os cinco maiores bancos que operam no Brasil (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa) lucraram R$36,3 bilhões. Um crescimento de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Jessé criticou também o apoio dos banqueiros ao governo federal. “Isso revela a sintonia dos bancos federais e privados na mesa única e na apresentação dessa proposta provocativa. É inaceitável”, salienta.

Veja como foram as rodadas anteriores

Principais reivindicações:

  • Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
  • PLR: 3 salários mais R$7.246,82
  • Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
  • Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
  • Melhores condições de trabalho com o fim do assédio moral que adoecem os bancários.
  • Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
  • Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
  • Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
  • Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
  • Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
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