Fenaban chama bancários para negociação nesta quinta-feira, 10

Após 21 dias de intensa mobilização da greve nacional dos bancários, a Fenaban convocou a categoria para uma nova rodada de negociação. A reunião entre o Comando Nacional e a Federação está marcada para esta quinta-feira, 10, às 10h, em São Paulo. A nova rodada foi marcada após a rejeição pelas assembleias dos sindicatos da […]

Após 21 dias de intensa mobilização da greve nacional dos bancários, a Fenaban convocou a categoria para uma nova rodada de negociação. A reunião entre o Comando Nacional e a Federação está marcada para esta quinta-feira, 10, às 10h, em São Paulo.

A nova rodada foi marcada após a rejeição pelas assembleias dos sindicatos da proposta de reajuste salarial de 7,1% e aumento do piso em 7,5%, apresentada pelos bancos na última sexta-feira, 4, ao ser considerada insuficiente pela categoria.

“A nova chamada para negociação é fruto da unidade e organização dos bancários, que estão vencendo o cansaço e as dificuldades de enfrentar uma greve extensa. A expectativa é que os bancos apresentem uma nova proposta que atenda as reivindicações de aumento real, valorização do piso, melhores condições de trabalho, mais segurança e igualdade de oportunidades”, avalia Carlos Pereira de Araújo (Carlão), coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES e integrante do Comando Nacional de Negociação.

Maior greve dos últimos 20 anos
Nesta terça-feira, 08, 20° dia da greve nacional dos bancários, mais de 11.700 agências estiveram fechadas em todo o país. Número que já faz a greve ser considerada por muitos a maior dos últimos 20 anos. No Espírito Santo, foram 258 agências sem funcionar, sendo 155 na Grande Vitória e 103 no interior do Estado.

As principais reivindicações dos bancários
– Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)
– PLR: três salários mais R$ 5.553,15.
– Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).
– Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
– Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.
– Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.
– Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
– Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
– Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
– Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

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