Festa dos Bancários e Bancárias reúne categoria e reforça importância da resistência

Festa foi marcada por tom político com diretoria reforçando importância da permanência das atividades de resistência contra desmonte de direitos trabalhistas, conquistados desde 28 de agosto de 1951, quando teve início uma das mais longas greves da história da categoria.

Atrações musicais, como a banda Amaro Lima e os Mandrakes, deram o tom da alegria durante a festa

Um encontro alegre e feito de comemoração das conquistas de direitos trabalhistas desde 28 de agosto de 1951, quando teve início uma das mais longas greves da história da categoria. Assim foi a Festa dos Bancários e Bancárias, que aconteceu neste sábado, dia 2, no Ilha Shows, em Vitória. Este ano, a festa teve um tom ainda mais político em função da conjuntura política.

A diretora do Sindinancários/ES, Lindalva Firme, abriu o evento e deu boas vindas a todas e todos. “A gente está comemorando, compartilhando e relembrando o dia da bancária e do bancário. A gente sabe que esse dia foi marcado por muita luta e muita resistência. A partir da greve de 1951, tivemos conquista relevantes para nossa categoria, em especial a nossa jornada de seis horas que se estende até hoje”, destacou.

Lindalva: “Hoje é um dia de se alimentar de cultura e música e celebrar as nossas conquistas”.

Para o diretor do Sindibancários/ES, Dérik Bezerra, a comemoração do Dia dos Bancários é uma celebração da capacidade de resistência da categoria. “Estamos vivendo um período de campanha nacional em que atravessamos por várias questões que interessam os trabalhadores, como a reforma trabalhista a a possibilidade de uma reforma da previdência, que vai precarizar ainda mais a realidade do bancário, um cotidiano que já é danoso. Vários bancários estão adoecidos. Esse encontro é para potencializar a nossa resistência e mostrar aos trabalhadores que eles têm um papel político a cumprir nesse momento histórico”, afirma Dérik.

O diretor Jonas Freire enfatizou a importância de se resistir permanentemente contra a retirada de direitos dos bancários

Com um público estimado em 1,2 mil pessoas, a abertura da festa foi feita pelo diretor do Sindibancários, Jonas Freire. Ele parabenizou os bancárias e bancárias pelo seu dia, destacou a importância da luta e resistência permanente e fez uma crítica ao governo. “Precisamos nos unir porque estamos voltando há 50 anos atrás com as reformas políticas.  Hoje é um dia de festa! Mas a festa não pode deixar que a gente esqueça a luta para que não tenhamos mais retrocessos”, afirma.

Naira Valente comandou a apresentação do Coletivo Das Minas

O hip hop e o graffiti na voz feminina como manifestação de resistência, além dos shows musicais, foram algumas das atrações artísticas da Festa dos Bancários e Bancárias, neste sábado, 02. Durante a apresentação do hip hop do Coletivo das Minas, elas improvisaram com rimas fazendo críticas ao governo ilegítimo de Michel Temer e criticaram também os desmontes nas conquistas de direitos dos trabalhadores em geral. A apresentação deixou o público na escuta dos versos rimados.

As integrantes do Conexão Flow levou a dança de rua para o público

Além das apresentações culturais, um grande painel foi grafitado pelas meninas do Coletivo Das Minas, com a expressão Poder para o Povo, contendo cenas do cotidiano periférico.

Para a bancária Regina Célia, 41, atuando há 7 anos na agência do Banco do Brasil de Marilândia, a festa é um momento de encontrar colegas de trabalho, de interagir, mas também de refletir sobre o cenário em que as lutas permanecem. Já o bancário Tadeu Piva, 58, com 37 anos de atuação bancária, elogiou a organização da festa deste ano e disse que esse é um momento especial para comemorar todos os direitos que foram garantidos aos longos dos anos.

Fotos: Sérgio Cardoso.

 

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