Funcionária do Itaú é reintegrada após demissão sem justa causa

Uma funcionária do Itaú Unibanco foi reintegrada ao banco nesta terça-feira, 25. Ela havia sido demitida sem justa causa após contrair Lesão por Esforço Repetitivo (LER) em virtude das péssimas condições de trabalho, que incluiam imobiliário inadequado para a prática de digitação, sem apoio para punhos, e pés e bancada não ergonômica. Além disso, ela […]

Uma funcionária do Itaú Unibanco foi reintegrada ao banco nesta terça-feira, 25. Ela havia sido demitida sem justa causa após contrair Lesão por Esforço Repetitivo (LER) em virtude das péssimas condições de trabalho, que incluiam imobiliário inadequado para a prática de digitação, sem apoio para punhos, e pés e bancada não ergonômica. Além disso, ela ficava nesse ambiente durante muito tempo, tendo que cumprir horas extras com frequência.

A diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Maristela Correa, salienta que a falta de investimento em condições de trabalho no banco não se justifica, uma vez que, em 2013, o lucro líquido do Itaú foi o maior da história dos bancos brasileiros de iniciativa privada. “É inadmissível que um banco com lucro contábil de R$ 15,696 bilhões não invista na qualidade de vida dos funcionários. Uma das causas do adoecimento da funcionária reintegrada foi a pressão no cumprimento de metas, tendo em vista a redução de funcionários promovida pelo banco, um dos maiores líderes em demissões. Os bancos não querem contratar mais empregados. A consequência disso é a sobrecarga de trabalho, levando os bancários ao adoecimento”, diz Maristela.

“A liminar favorável à funcionária do Itaú se baseou no fato de que, no momento da demissão, a bancária estava doente e em acompanhamento médico. Ninguém pode ser demitido quando está doente”, afirma o assessor jurídico do Sindicato, Dr. Daniel Ferreira Borges.

A bancária reintegrada trabalhava há cinco anos no Itaú quando foi demitida. Ela já havia tirado três licenças médicas e, mesmo assim, quando retornava ao trabalho, o banco continuava a não possibilitar condições de trabalho adequadas. A funcionária permanecia fazendo intenso trabalho de digitação.

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