Fusão entre Bradesco e HSBC sobrecarrega trabalhadores e trabalhadoras

Por causa da fusão entre os bancos, os clientes precisam de atendimento presencial para alguns serviços, o que aumentou a demanda de trabalho

Nos dias 8 e 9 de outubro ocorreu a transferência dos 5 milhões de clientes do HSBC para o Bradesco. Com isso, a situação dos trabalhadores e trabalhadoras, que já era de péssimas condições de trabalho, se agravou em todo o Brasil. No Espírito Santo não foi diferente. O aumento da demanda, aliado à falta de funcionários, causou problemas como jornada de trabalho excessiva, inclusive, com casos de bancários e bancárias que ficaram sem período de almoço para poder dar conta do serviço.

O aumento da demanda de trabalho aconteceu porque, em virtude da fusão entre os bancos, os clientes precisam de atendimento presencial para resolver questões como transferir cartão de um banco para outro, renovar senha, fazer biometria, entre outros.

“O Sindicato procurou a Gerência Regional do Bradesco e deixou claro que, caso essa situação não mude, procuraremos a Secretaria Regional do Trabalho. Somos favoráveis à extensão do horário de atendimento ao público, respeitando a carga horária de seis horas dos bancários e bancárias”, diz Fabrício.

O diretor do Sindicato afirma que logo que ocorreu a transferência dos clientes do HSBC para o Bradesco, a entidade recebeu denúncias de alguns trabalhadores e trabalhadoras, confirmadas em visitas feitas pelo Sindicato às agências. Porém, após a conversa com a Gerência Regional, novas visitas foram feitas e constatou-se que os abusos por parte do banco diminuíram.

“Reiteramos aos bancários e bancárias que cumpram sua jornada e façam seus intervalos para refeição. Qualquer infração por parte da instituição financeira em relação aos direitos dos trabalhadores deve ser comunicada ao Sindicato para que possamos tomar providências”, destaca Fabrício.

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