Greve continua crescendo e fecha 339 agências nesta sexta

Na Grande Vitória são 186 agências fechadas. No interior, 153.

Depois de nova rodada frustrada de negociações, os bancários e bancárias seguem fortalecendo a greve da categoria em luta por melhores condições de trabalho e valorização. Nesta sexta-feira, décimo primeiro dia de greve, estão fechadas no Espírito Santo 339 agências, além de três departamento da Caixa e os prédios do Bandes, CDP Banestes e Pio XII (Banco do Brasil).

Na Grande Vitória, estão fechadas 39 agências da Caixa, 54 do Banestes, 42 do Banco do Brasil e 3 do BNB. Ente os bancos privados, são 15 do Santander, 15 do Bradesco, 15 do Itaú, 5 do HSBC e uma do Safra.

Já no Interior aderiram à greve 55 agências do Banco do Brasil, 40 do Banestes, 43 da caixa e 12 unidades de bancos privados.

Não tem crise pra banqueiro

Mesmo com lucro de R$ 29,7 bilhões no primeiro semestre do ano, os bancos insistem no modelo de reajuste abaixo da inflação mais abono. A última proposta dos bancos foi de reajuste de 7% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3,3 mil. O reajuste indicado continua não cobrindo a inflação do período, calculada em 9,62% em agosto (INPC), e representaria perda de 2,39% para cada bancário e bancária.

Além de valorização salarial, os bancários querem avanços reais nas negociações de emprego, saúde e condições de trabalho. Só nos primeiros sete meses do ano houve corte de 7.897 postos de trabalho. Entre 2012 e 2015, o setor já reduziu mais de 34 mil empregos. A carência de empregados gera um quadro extremo de sobrecarga nas agências, levando bancários ao adoecimento físico e psicológico. Segundo dados do INSS, entre janeiro e março do ano passado, 4.423 bancários foram afastados do trabalho, sendo 25,3% por lesões por esforços repetitivos e distúrbios osteomusculares e 26,1% por doenças como depressão, estresse e síndrome do pânico, revelando que as doenças do sistema nervoso já ultrapassaram os casos de LER/Dort.

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial com reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real – salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança e melhores condições de trabalho. A proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora, assim como a defesa do emprego, também são prioridades para os bancários.

Imprima
Imprimir