A greve de 1985 completa 32 anos e a luta pela Caixa 100% pública se intensifica

No Espírito Santo, o Sindibancários/ES contribuiu para esta conquista. “Não podemos esquecer esta data. Foi um marco no calendário de luta dos empregados da Caixa”, afirma Rita Lima, diretora do Sindicato. Hoje, a luta em defesa da Caixa 100% pública se faz presente. Os desmontes se intensificam. Mas a luta dos trabalhadores se intensifica ainda mais.

Mobilização da greve de 1985 ocorreu em todo o país, com trabalhadores ocupando as ruas.

30 de outubro de 1985. Trabalhadores da Caixa ocupam as ruas de todo país. A greve dura 24 horas. Não fica ninguém nas agências. A adesão é de quase 100% em unidades em quase todos os Estados. Até então os trabalhadores eram conhecidos apenas como economiários. Nas ruas, bancários e bancárias reivindicam jornada de seis horas e condições de trabalho, com direito à sindicalização. Essa imagem parece estar desgastada pelo tempo. Passaram-se 32 anos. Mas ela inaugura um novo ciclo de mobilizações permanentes.

No Espírito Santo, o Sindibancários/ES contribuiu para esta conquista. “Não podemos esquecer esta data. Foi um marco no calendário de luta dos empregados da Caixa”, afirma Rita Lima, diretora do Sindicato. Hoje, a luta em defesa da Caixa 100% pública se faz presente. Os desmontes se intensificam. Mas a luta dos trabalhadores se intensifica ainda mais. São tempos de pôr os direitos conquistados em luta. O movimento sindical não deixa que esta imagem de 32 anos atrás desapareça. Está vivo, explícito, se renovando e se encontrando nas ruas, nas agências. Não se abdica da coragem de lutar contra a apatia.

Novamente olhamos para a imagem da greve de 1985. Trabalhadores bancários e bancárias nas praças, nas ruas. Na greve pelas seis horas, auxiliares de escritório buscavam ser enquadrados como escriturários na carreira técnico-administrativa. Nada de  reduzir salários! O país nos anos finais da Ditadura militar. As memórias estavam se fazendo imateriais bem ali, deixando vestígio por todo lado, sob o governo João Batista Figueiredo.

A mobilização dos corpos pelos afetos comuns. O trabalho em luta pelo salário e muito mais. Era 1985. A imagem fica como vestígio preservado para denunciar os desmontes em 2017. Nosso desejo quer 100%. Quer da Caixa um banco da casa própria, do saneamento básico, da poupança, do Fies, do Bolsa Família e dos municípios.

A greve é histórica… é resistência contra o desmonte do patrimônio público e é também a favor de novo ciclo de lutas!

Caixa 100% pública. Defenda a Caixa Você Também!

No Espírito Santo, o Sindibancários contribuiu para a conquista da jornada de 6 horas

Com informações da Fenae.

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