Greve deste ano supera a de 2015 em número de agências fechadas e dias de paralisação

A paralisação chegou ao 23º dia, superando a 2015, que durou 21 dias.

A greve dos bancários deste ano chega ao 23º dia nesta quarta-feira, 28 de setembro. A paralisação já é maior do que a de 2015, que durou 21 dias. O movimento grevista de 2016 também é recordista em número de agências fechadas. Nesta quarta-feira encontram-se paralisadas 356 agências em todo o estado. O número máximo de adesão alcançado nas greves anteriores foi de 348, em 2015.

Das 356 agências fechadas, 190 são na Grande Vitória e 166 no interior. Também estão fechados 3 departamentos da Caixa e os prédios do Bandes, Centro de Processamento de Dados do Banestes (CPD) e Pio XII (Banco do Brasil). Na Grande Vitória, estão paralisadas 40 agências da Caixa, 56 do Banestes e 43 do Banco do Brasil.

No interior estão paralisadas 45 agências da Caixa, 49 do Banestes, 57 do Banco do Brasil e 3 do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Entre os banco privados, 63 agências estão fechadas em todo o estado, sendo 17 do Santander, 19 do Bradesco, 19 do Itaú, 7 do HSBC e 1 do Safra.

Negociação prossegue nesta quarta

Uma nova reunião de negociação está marcada para esta quarta-feira, 28, às 15 horas, para dar continuidade às negociações que aconteceram na terça-feira,27. A expectativa é que os bancos apresentem finalmente uma proposta global para a categoria. Na reunião entre o Comando Nacional e Fenaban ocorrida no dia 27 os banqueiros se limitaram a apresentar uma alteração no modelo de Acordo formalizado com os trabalhadores. A entidade patronal quer a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), firmada anualmente a partir da data-base da categoria, em 1º de setembro, passe a ter validade de dois anos (2016 e 2017).

Na última rodada de negociação, ocorrida no dia 15 de novembro, a Fenaban não apresentou nenhuma proposta para a categoria bancária. A última proposta feita, e rejeitada pela categoria, foi apresentada no dia 13 de setembro: reajuste de 7% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3,3 mil. O reajuste indicado não cobre a inflação do período, calculada em 9,62% em agosto (INPC), e representa perda de 2,39% para cada bancário e bancária.

Principais reivindicações dos bancários:

• Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.
• PLR: 3 salários mais R$8.317,90.
• Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
• Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
• Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.
• 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
• Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
• Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
• Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
• Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
• Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
• Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

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