Greve dos bancários começa nesta terça: hoje é dia de organizar o movimento

A greve nacional dos bancários terá início nesta terça-feira, 6, conforme aprovado nas assembleias realizadas na última quinta-feira, 1º.  Nesta segunda, 5, a categoria se reúne novamente às 18 horas, no Centro Sindical, em Vitória, para organizar a paralisação. Reuniões organizativas acontecem também no interior do Estado: nas subsedes de Cachoeiro de Itapemirim e de […]

A greve nacional dos bancários terá início nesta terça-feira, 6, conforme aprovado nas assembleias realizadas na última quinta-feira, 1º.  Nesta segunda, 5, a categoria se reúne novamente às 18 horas, no Centro Sindical, em Vitória, para organizar a paralisação. Reuniões organizativas acontecem também no interior do Estado: nas subsedes de Cachoeiro de Itapemirim e de Linhares será hoje, às 18h; em Colatina será amanhã, às 8h.

A greve acontece após cinco rodadas de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos. Os representantes patronais não atenderam às reivindicações da categoria no que diz respeito às cláusulas de saúde, condições de trabalho, igualdade de oportunidades e também às cláusulas econômicas. O reajuste salarial proposto pelos bancos foi de apenas 5,5%, índice que nem sequer cobre a inflação do período de data-base, ou seja, 9,88% de acordo com o INPC.

Os banqueiros usam a crise econômica para negar as reivindicações da categoria. Mas os dados mostram que no primeiro semestre de 2015 os cinco maiores bancos que operam no Brasil (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa) lucraram R$36,3 bilhões, um crescimento de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado. “Isso mostra que mesmo em período de retração econômica, o setor financeiro obtém lucro e pode avançar nas negociações da Campanha Salarial”, afirma o coordenador geral do Sindibancários/ES e representante do Espírito Santo e da Intersindical no Comando Nacional dos Bancários, Jessé Alvarenga.

Principais reivindicações dos bancários:

Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)

PLR: 3 salários mais R$7.246,82

Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho com o fim do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

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