Greve dos bancários fecha 354 agências no ES

Greve da categoria bancária completa 21 dias e arranca nova negociação com a Fenaban

Desde o dia 06 de setembro, bancários e bancárias de todo o país cruzaram os braços e iniciaram um forte movimento grevista, que já bate recorde. Nesta terça-feira, 27, foram fechadas 354 agências em todo o Espírito Santo. A pressão da categoria arrancou uma nova rodada de negociação com a Fenaban, que acontece nesta tarde, às 14 horas.

“Esperamos que os bancos apresentem uma proposta que atenda as nossas reivindicações. As últimas rodadas foram marcadas pela intransigência dos banqueiros, que se calaram diante da nossa pauta por melhores condições de trabalho e apresentaram reajuste abaixo da inflação. Não aceitaremos desvalorização salarial e temos que nos manter mobilizados para garantir avanços nosso Acordo Coletivo”, enfatiza o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire.

Plenária

Plenaria_Cachoeiro

Bancários e bancárias de Cachoeiro de Itapemirim se reuniram em plenária na manhã desta terça-feira, 27, na agência do Brasdesco no Centro da cidade. A atividade reuniu empregados de bancos públicos e privados, que discutiram sobre os desafios do movimento grevista, que completa 21 dias. Nesta quarta-feira, 28, os bancários voltam a se reunir no mesmo local para conversarem sobre o resultado da rodada de negociação desta terça.

Quadro de greve

Na Grande Vitória, são 190 agências fechadas: entre elas, todas as 40 agências da Caixa, 56 entre as 58 agências do Banestes, 43 entre as 44 agências do Banco do Brasil, 15 entre as 15 agências do Santander, 15 entre 15 agências do Itaú, 15 entre 15 agências do Bradesco, uma agência do Banco Safra e cinco entre as cinco agências do HSBC.

Já no interior do Estado, são 164 agências fechadas: 45 entre as 48 agências da Caixa, 47 das 56 agências do Banestes, 57 das 60 agências do Banco do Brasil, quatro das quatro agências do Bradesco, quatro, das quatro agências do Itaú, duas das duas agências do HSBC.

Lucro X demissões

No primeiro semestre de 2016, o lucro dos cinco maiores bancos que atuam no país chegou a R$ 29,7 bilhões de lucro. Enquanto isso, de janeiro a julho houve corte de 7.897 postos de trabalho.

Principais reivindicações dos bancários

•    Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.
•    PLR: 3 salários mais R$8.317,90.
•    Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
•    Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
•    Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.
•    13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
•    Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
•    Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
•    Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
•    Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
•    Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
•    Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

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