Greve segue forte: 335 agências fechadas

Nesta quinta feira, 335 agências estão fechadas no Estado, sendo 186 na Grande Vitória e 149 no interior, além de três departamentos da Caixa e dos prédios do Bandes, do Centro de Processamento de Dados do Banestes (CPD) e da Pio XII (Banco do Brasil).

Bancários e bancárias seguem firmes no décimo dia de greve da categoria. No Espírito Santo, já somam nesta quinta-feira, 15, 335 agências fechadas – 186 na Grande Vitória e 149 no interior—, além de três departamentos da Caixa e dos prédios do Bandes, do Centro de Processamento de Dados do Banestes (CPD) e da Pio XII (Banco do Brasil). Nacionalmente, são 12.386 agências e 46 Centros Administrativos paralisados.

Sem avanços na última rodada, o Comando Nacional dos Bancários se reúne novamente com a Fenaban hoje, em são Paulo, às 16 horas. A última proposta dos bancos foi de reajuste de 7% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3,3 mil. O reajuste indicado continua não cobrindo a inflação do período, calculada em 9,62% em agosto (INPC), e representaria perda de 2,39% para cada bancário e bancária. A proposta foi rejeitada pelo Comando ainda na mesa de negociação, no último dia 9. Antes, os bancos haviam proposto reajuste de 6,5% para salários e benefícios, e abono de R$ 3 mil.

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial com reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real – salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24), PLR de três salários mais R$ 8.317,90. Além da valorização salarial, a categoria pede combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança e melhores condições de trabalho. A proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora, assim como a defesa do emprego, também são prioridades para os bancários.

Mapa de greve

Das 186 agências fechadas na Grande Vitória, 54 são do Banestes, 39 da Caixa, 42 do Banco do Brasil, 15 do Santander, 15 do Bradesco, 15 do Itaú, 5 do HSBC e 1 do Safra.

No Interior, aderiram à paralisação 42 agências da Caixa, 38 do Banestes, 54 do Banco do Brasil, 12 de bancos privados e 3 do BNB.

Principais reivindicações dos bancários

Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.

PLR: 3 salários mais R$8.317,90.

Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).

Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.

13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Com informações da Contraf

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