Greve geral: bancários e bancárias irão paralisar atividades dia 30

A greve geral será em todo o Brasil, em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, contra as reformas trabalhista e da Previdência, contra a terceirização irrestrita e por eleições gerais diretas

Na sexta-feira, 30, os bancários e bancárias se juntarão a outras categorias profissionais para a greve geral em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, contra as reformas trabalhista e da Previdência, contra a terceirização irrestrita e por eleições gerais diretas. Os bancários aprovaram sua participação na greve geral em assembleia realizada no dia 20 de junho.

Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários/ES e da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, Idelmar Casagrande, a greve geral da próxima sexta é um momento decisivo para os trabalhadores e trabalhadoras.

“A reforma trabalhista, por exemplo, está prestes a ser votada. A previsão é que seja em julho. Temos que mostrar nossa força nessa greve para barrar a aprovação desse projeto e, também, a reforma da Previdência. Precisamos impedir que nossos direitos trabalhistas, pelos quais lutamos tantos para conquistar, sejam totalmente destruídos. Somente a mobilização da classe trabalhadora pode evitar esse retrocesso”, diz.

Na última greve geral, ocorrida em 28 de abril, os principais centros urbanos e setores produtivos do país foram paralisados. Desde então as manifestações foram crescendo, por exemplo, com a realização do Ocupa Brasília, no dia 24 de abril, quando cerca de 150 mil trabalhadores e trabalhadoras protestaram na capital federal.

“Foi a força das nossas mobilizações, a pressão popular, que fizeram o relatório da reforma trabalhista não ser aprovado na Comissão de Assuntos Sociais. Temos que manter essa mobilização para que o projeto não seja aprovado no plenário”, destaca Idelmar.

Imprima
Imprimir