Há 29 anos, bancários e bancárias da Caixa conquistaram jornada de seis horas, em greve histórica

Há exatos 29 anos, os bancários e bancárias da Caixa realizam uma das mais importantes greves da história da categoria. Uma paralisação de 24 horas, com adesão de quase 100% dos empregados, garantiu a conquista da jornada de seis horas, o reconhecimento dos empregados da caixa como bancários e seu consecutivo direito à sindicalização. A […]

Há exatos 29 anos, os bancários e bancárias da Caixa realizam uma das mais importantes greves da história da categoria. Uma paralisação de 24 horas, com adesão de quase 100% dos empregados, garantiu a conquista da jornada de seis horas, o reconhecimento dos empregados da caixa como bancários e seu consecutivo direito à sindicalização. A partir daí se iniciou uma tradição no movimento dos bancários da Caixa de deflagrar greves nacionais amplas e unificadas.

Antes dessa greve os trabalhadores da Caixa eram conhecidos como economiários, não tinham garantida a mesma jornada de trabalho dos bancários ou outros direitos da categoria, e não podiam estar filiados aos sindicatos. Foi essa greve, em 30 de outubro de 1985, que inaugurou, em termos definitivos, o movimento organizado entre os trabalhadores da empresa, dando início a uma tradição de greves fortes e unificadas entre os bancários da caixa, que passaram a fortalecer toda a categoria.

Foto 7                     Bancários em greve na agência Linhares. (Fotos: Arquivo APCEF/ES)

O movimento de 1985 foi deflagrado com base na mobilização dos auxiliares de escritório, cuja reivindicação principal era para que fossem enquadrados como escriturários na carreira técnico-administrativa. Ocorre que os dois profissionais exerciam as mesmas funções, embora o piso para o auxiliar de escritório correspondesse à metade do salário de ingresso previsto no Plano de Cargos e Salários (PCS) da época.

“Isso mudou depois de outubro de 1985, quando houve a aprovação pelo Congresso Nacional do projeto de lei 4.111-4 do então deputado Léo Simões, que estabelecia a jornada de seis horas diárias para os empregados da Caixa”, lembra Fabiana Matheus, diretora de Administração e Finanças da Fenae e também coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa – Contraf).

Pauta I - assembleia dos empregados da CEF 1985                       Assembleia dos empregados da Caixa no Espírito Santo, em 1985. 

A lei foi sancionada pelo então presidente José Sarney, em 17 de dezembro daquele ano. No dia seguinte, o Diário Oficial da União trouxe ainda a garantia do direito à sindicalização a todos os empregados da Caixa, viabilizada com a alteração do parágrafo único do artigo 556 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Com informações da Fenae

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