Hospital Rio Doce, São Bernardo e Evangélico voltam a atender pela Cassi

A manutenção dos convênios foi garantida após ação conjunta do Sindicato com os empregados das regiões norte, noroeste e sul, que pressionaram a direção da Cassi para dar solução rápida ao problema.

Após dois meses de cobrança e negociação, o Hospital Evangélico, em Cachoeiro de Itapemirim, o Rio Doce, em Linhares, e o São Bernardo, em Colatina, regularizaram os convênios com a Cassi e não deixarão de integrar a rede credenciada da Caixa de Assistência –plano que atende os funcionários do Banco do Brasil.

A manutenção dos convênios foi garantida após ação conjunta do Sindicato com os empregados das regiões norte, noroeste e sul, que pressionaram a direção da Cassi para dar solução rápida ao problema. Cartas assinadas pelos empregados das três regiões foram enviadas pelo Sindicato à direção da Cassi expondo a precariedade dos serviços de atendimento e cobrando providências.

Para diretora do Sindicato, Goretti Barone, a mobilização deu resultado. “Na medida em que os trabalhadores se organizam junto com o Sindicato, conseguimos soluções mais eficazes. Daí a importância da atuação coletiva. Cada bancário que se envolveu nessa luta foi importante para mostrar nossa indignação e unidade”, diz Goretti.

Os descredenciamentos recentes também foram debatidos no Conselho de Usuários da Cassi, onde o representante do Sindicato, Thiago Duda, expôs os problemas enfrentados pelos associados.

Os bancários do Espírito Santo, em especial os das cidades interioranas, vêm sofrendo com o descredenciamento em massa de médicos, laboratórios e hospitais, decorrente das dificuldades de acordo entre a Caixa de Assistência e os conveniados.

Linhares

No caso do Hospital Rio Doce, o anúncio de descredenciamento foi feio em maio, e o atendimento estaria garantido apenas até junho. Os empregados das agências Linhares, Lagoa do Meio, Sooretama e Rio Bananal subscreveram documento que foi entregue ao banco destacando que o hospital é o único da cidade a atender em regime de Pronto Atendimento e relatando os problemas para buscar acolhimento em outros municípios.

“A situação dos associados da Cassi nesta cidade ainda é agravada pelo fato de termos que nos deslocar para outros municípios para conseguirmos atendimento, não tendo qualquer ressarcimento das despesas de deslocamento, alimentação, e, colocando em risco nossa segurança, pois a distância desses municípios é de mais de 80 km em estradas movimentadas e sinuosas”, diz o texto. Os empregados reclamam ainda que, para atendimento em outro município, acabam perdendo o dia de trabalho, e a declaração de comparecimento fornecida pelos médicos não cobre o período de ausência, já que não é um atestado médico.

Colatina

O problema atingiu também os bancários de Colatina e região, com o descredenciamento do Hospital São Bernardo, cujo convênio foi regularizado na última sexta-feira, 22. Também foi enviado à diretoria da Caixa de Assistência documento assinado pelos empregados de Colatina, São Silvano, Barra de São Francisco, Marilândia, São Roque e Baixo Guandu, exigindo providências para a manutenção do convênio.

Na carta os empregados salientam a importância do hospital diante da carência de unidades credenciadas e cobraram que a Cassi, além de restabelecer o Convênio com o São Bernardo, faça novos contratos com clínicas autônomas e outros hospitais no sentido de fortalecer a rede de atendimento.

Cachoeiro

A mesma medida foi adotada para o Hospital Evangélico, que teve o contrato renovado com o plano antes da suspensão do atendimento, anunciada para 28 de junho.

Caso o contrato não fosse mantido, a única alternativa hospitalar seria a Santa Casa de Misericórdia, entidade filantrópica que também tem problemas estruturais e de sobrecarga no atendimento.

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