HSBC considera lucro de 2015 satisfatório, mas não quer pagar PLR

O HSBC anunciou um lucro global de US$ 13,52 bilhões em 2015, considerado pelo presidente do banco, Douglas Flint, “globalmente satisfatório”, apesar da queda de de 1,2% no lucro líquido se comparado a 2014 e redução de 2,36% no volume de negócios. Apesar disso, a instituição financeira se recusa a pagar PLR para os trabalhadores […]

O HSBC anunciou um lucro global de US$ 13,52 bilhões em 2015, considerado pelo presidente do banco, Douglas Flint, “globalmente satisfatório”, apesar da queda de de 1,2% no lucro líquido se comparado a 2014 e redução de 2,36% no volume de negócios. Apesar disso, a instituição financeira se recusa a pagar PLR para os trabalhadores e trabalhadoras, num ato de falta de reconhecimento de que eles são os principais responsáveis por esses resultados.

Os resultados do HSBC no Brasil referentes a 2015 ainda não foram divulgados. “Os bancários estão ansiosos para saber e entender o lucro obtido no país, pois, na maioria das vezes, a falta de transparência na apresentação tem gerado muitas dúvidas e questionamentos”, afirma a coordenadora nacional da COE/HSBC, Cristiane Zacarias.

O diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Fabrício Coelho, acredita que esse resultado não deve ser diferente dos anos anteriores, ou seja, com altos lucros. “O banco teve problema com lavagem de dinheiro e sonegação. Por isso, foi multado, mas isso aconteceu no exterior. Os problemas com a queda nos ativos e sua saída do Brasil não devem ser pagos pelos funcionários. Além disso, o Bradesco assumiu o HSBC, sendo corresponsável no pagamento da PLR. Portanto, não há motivos para não pagá-la. Inclusive, com certeza o lucro em nosso país foi exorbitante e contribui para os dados globais apresentados pela instituição financeira”, destaca Fabrício.

Ele salienta que uma das provas de que o lucro do HSBC no Brasil foi alto são as comemorações nas regionais e agências com maior índice de lucratividade. “A Regional Espírito Santo está organizando uma festa para comemorar ‘os excelentes resultados alcançados’ no 3º quadrimestre. Mas os trabalhadores e trabalhadoras não querem festa, querem receber seus direitos”, afirma.

Com informações da Contraf

 

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