HSBC diz que não haverá demissão em massa até a conclusão da venda

Em reunião com a Contraf-CUT, federações e sindicatos na quarta-feira, 10, o HSBC afirmou que a decisão de deixar de operar no Brasil e na Turquia faz parte da estratégia global da empresa e que não haverá demissão em massa de bancários aqui no país. A garantia, no entanto, vale até que o banco seja […]

Em reunião com a Contraf-CUT, federações e sindicatos na quarta-feira, 10, o HSBC afirmou que a decisão de deixar de operar no Brasil e na Turquia faz parte da estratégia global da empresa e que não haverá demissão em massa de bancários aqui no país. A garantia, no entanto, vale até que o banco seja vendido e os novos controladores assumam.

“O HSBC precisa dos funcionários para entregar o banco em boas condições. Não vejo preocupação em reduzir quadros no Brasil, pois temos preocupação em apresentar o grau de maturidade e eficiência da equipe”, destacou Juliano Marcílio,diretor de Recursos Humanos.  

A reunião foi solicitada pelos bancários diante da ameaça de demissões. Na última terça-feira, 9, Dia Nacional de Paralisação em Defesa do Emprego, o HSBC anunciou a venda dos ativos financeiros do banco. Segundo as notícias veiculadas na imprensa, o encerramento das atividades acarretará a demissão de 25 mil trabalhadores nos dois países. Os representantes do HSBC na reunião com as entidades bancárias, Marino Rodilla, diretor de relações trabalhistas e Juliano Marcílio, disseram que os anúncios feitos pelo presidente mundial do banco, Stuart Gulliver, foram mal compreendidos e distorcidos.

Concentração bancária

“O HSBC pode até dizer que não vai demitir, mas o grupo que comprar o banco dará essa garantia?”, questiona o diretor do Sindibancários/ES Carlos Pereira de Araújo (Carlão). Ele alerta que os processos de aquisição entre bancos têm resultado numa maior concentração no setor bancário, com poucos bancos dominando o segmento. “No momento seguinte às aquisições, o que vemos são medidas como redução de pessoal e fechamento de unidades para reduzir custos e não haver sobreposição de agências localizadas próximas”, lembra Carlão.

Na sua avaliação, é preciso que o Governo Federal, através do Banco Central, adote políticas de proteção ao emprego e preservação de postos de trabalho, assim como garantias aos clientes em caso de fusões e aquisições de banco, impedindo, ainda, a concentração bancária no Brasil.

Com informações da Contraf

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