Insegurança: Sindicato pede suspensão das atividades no Banestes

O Banestes voltou atrás ontem e decidiu abrir as unidades. Diante disso, o Sindicato esteve hoje pela manhã na Direção Geral. Durante toda a semana, o Sindicato vem fazendo contato com o banco visando garantir a segurança dos funcionários.

Diante de novo comunicado do Banestes (datado do dia 9/2) informando a normalização do atendimento nas suas unidades, o Sindicato esteve hoje pela manhã na Direção Geral e conversou com o gerente de Recursos Humanos, Flávio Diesel, cobrando que as agências e departamentos fiquem fechados até que a segurança seja restabelecida no Estado. Diesel informou que o banco está reavaliando seu posicionamento e um novo comunicado pode sair em breve.  “Esperamos que o banco reveja sua posição ainda hoje”, diz o coordenador geral do Sindicato, Jonas Freire, que esteve na direção do Banestes junto com os diretores Paulo Soares e Murilo Esteves.

Durante toda a semana, o Sindicato vem fazendo contato com o banco visando garantir a segurança dos funcionários. Um documento foi protocolado na Presidência do Banestes na segunda-feira, 6, pedindo a suspensão dos serviços. De lá pra cá, foram contatos diários por telefone com diretores e gerentes do banco. O Banestes chegou a suspender as atividades, mas voltou atrás nesta quinta-feira.

O Sindicato recebeu denúncias de pressão sobre os bancários em unidades subordinadas às superintendências Norte e Centro para que comparecessem ao trabalho para abertura das agências. Em Linhares, nesta quinta-feira, havia gerentes trabalhando no autoatendimento.

“Os bancários não podem ficar expostos neste momento de crise na segurança”, alerta o Jonas Freire. Ele lembra que o risco está tanto no trajeto quanto no serviço interno. Para se ter uma ideia, uma funcionária da agência Ceasa foi abordada por assaltantes quando ia para o trabalho na manhã de quinta-feira.

Outro caso aconteceu na agência Serra. Funcionários estavam dentro da agência fechada, quando viram um carro parar em frente e pessoas descerem armadas. Imediatamente os bancários se esconderam na tesouraria. Felizmente não houve arrombamento. “Estamos num momento atípico, o banco não pode funcionar nem com trabalho interno”, afirma o coordenador do Sindicato.

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