Juntos, excluídos gritam contra as desigualdades e pelo fim dos privilégios

Com o tema “Desigualdade gera violência. Basta de privilégios”, a 24 edição do Grito dos Excluídos reuniu diversos movimentos em ato na Grande Terra Vermelha

Na manhã desta sexta, dia 7 de setembro, integrantes de diversos sindicatos, movimentos sociais, pastorais e organizações populares se juntaram num grande ato para denunciar as violências geradas pelas desigualdades. Com o tema “Desigualdade gera violência. Basta de privilégios”, a 24 edição do Grito dos Excluídos aconteceu no bairro Rivieira da Barra, na Grande Terra Vermelha, em Vila Velha.

De acordo com um dos organizadores da manifestação, padre Kelder Brandão, o Grito dos Excluídos é uma grande celebração pela vida e acontece em contraposição ao Estado que convoca (o desfile militar) para o culto à morte. “Celebramos a vida lutando contra a exclusão e dando voz e visibilidade às pessoas que sofrem com as desigualdades, já que a independência não aconteceu para todos no Brasil. É preciso que o povo se mobilize para que a vida seja valorizada e não os interesses econômicos de uma classe privilegiada que  valoriza o dinheiro, em detrimento à vida”, ressalta Kelder.

Carregando cartazes, faixas e cantando músicas de protesto, os participantes percorreram diversas ruas de Rivieira da Barra fazendo críticas à retirada de direitos dos trabalhadores, ao feminicídio e homofobia, ao extermínio da juventude negra nas periferias e à degradação ambiental. Neste ano, a região foi escolhida pelos altos índices de violência da Grande Terra Vermelha, região que sofre com o descaso do poder público.

Representantes do Sindibancários/ES participaram do ato denunciando a aprovação da reforma trabalhista, da terceirização irrestrita e da PEC do teto dos gastos que prejudicam os trabalhadores. “No dia da independência do Brasil, trabalhadores estão nas ruas em todo país para lembrar que ainda estamos  construindo a nossa verdadeira independência. E ela só vira com muita luta. A aprovação de todas essas medidas que retiram direitos dos trabalhadores tem a finalidade de garantir o pagamento da dívida pública, que consome metade do orçamento federal, que ao invés de ser investido em políticas públicas, vai para os grandes empresários e banqueiros, que são os verdadeiros privilegiados desse país”, criticou o diretor Thiago de Vasconcellos Duda.

Fabrício Coelho, da Intersindical, também questionou a nossa independência e o que temos para comemorar, ressaltando a importância das eleições para barrar os retrocessos e conquistar mais direitos. “Nesses séculos de dependência, temos muito o que gritar. Nesse momento de ataques e retirada de direitos dos trabalhadores, num retrocesso de quase um século, por parte de um governo golpista e um Congresso majoritariamente representando os poderosos que excluem, degradam e matam, é hora de denunciar, gritar, reorganizar o povo para recuperar o que é nosso: mais direitos e mais liberdades. É a nossa tarefa eleger candidaturas que tem o compromisso de recuperar nossos direitos”, avalia.

 

 

 

 

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