Juros de cartão de crédito e de cheque especial seguem em disparada

De acordo com o Banco Central, em novembro, os juros do cartão de crédito bateu novo recorde: 415,3% ao ano no rotativo, um aumento de 10,1 pontos percentuais (pp) em relação a outubro e de 83,7 no acumulado ao  ano. O custo do cheque também subiu 93 pp em 12 meses e chegou a 284,8% […]

De acordo com o Banco Central, em novembro, os juros do cartão de crédito bateu novo recorde: 415,3% ao ano no rotativo, um aumento de 10,1 pontos percentuais (pp) em relação a outubro e de 83,7 no acumulado ao  ano. O custo do cheque também subiu 93 pp em 12 meses e chegou a 284,8% ao ano, a maior taxa desde maio de 1995, quando era de 286,2%. Os números revelam a mina da alta lucratividade que representa o Brasil para os banqueiros.

Somente no primeiro semestre deste ano, os cinco maiores bancos que atuam no Brasil – Caixa, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e Banco do Brasil- alcançaram juntos lucro líquido de R$ 33,6 bilhões. Uma das principais razões para essa alta lucratividade são, portanto, as elevadas taxas e juros de serviços, como cartões de crédito e cheque especial, que os brasileiros pagam. Além disso, para garantir o esse sistema lucrativo, os bancos “investem” na precarização das condições de trabalho dos bancários, principalmente com a redução do número de empregados.

 “É inadmissível a manutenção dessa política econômica que favorece apenas o mercado, enquanto penaliza os trabalhadores com altas taxas. Além dos juros nesse patamar elevado, há ainda a previsão do aumento da taxa Selic, o que implica no crescimento da dívida pública brasileira e na consequente redução de investimentos em áreas prioritárias para a população, como saúde, segurança e educação”, destaca o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jessé Alvarenga.

Empréstimo

Apesar de ter tido uma queda em relação ao mês de outubro, a taxa de crédito pessoal cresceu 18,5 pp em um ano, e alcançou 120,4% ao mês. Já os juros do empréstimo para pessoas físicas chegaram a 30,4% ao ano e mantiveram-se estáveis em novembro.  

Com informações do jornal A Gazeta

Imprima
Imprimir