Juros do financiamento imobiliário da Caixa sobem nesta segunda-feira

A partir desta segunda-feira, 19, o brasileiro vai pagar mais caro para financiar a casa própria por meio da Caixa. Os financiamentos pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que utilizam recursos da poupança e do FGTS em contratos de até R$ 750 mil, ficarão até 4,2% mais caro. Já os empréstimos via Sistema Financeiro Imobiliário […]

A partir desta segunda-feira, 19, o brasileiro vai pagar mais caro para financiar a casa própria por meio da Caixa. Os financiamentos pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que utilizam recursos da poupança e do FGTS em contratos de até R$ 750 mil, ficarão até 4,2% mais caro. Já os empréstimos via Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), para financiamento de imóveis acima de R$ 750 mil, sofrerão reajuste de até 16,3%.

De acordo com a tabela divulgada pelo banco, as novas taxas estabelecidas variam de 8,5% a 9,15% para financiamentos do SFH e de 10,30% a 11% para empréstimos do SFI. Hoje, a Caixa detém 75,6% do mercado de financiamento imobiliária e as mudanças nas taxas devem influenciar o comportamento dos outros bancos.

“O governo cedeu ao mercado ao alinhar os juros praticados pela Caixa aos dos bancos privados, deixando de lado sua política de fomento ao consumo para a população que tinha dificuldade em acessar o mercado imobiliário”, destaca a diretora do Sindibancários/ES e bancária da Caixa, Lizandre Borges.

Apesar da maior parte dessas transações serem por meio do SFH, ou seja, com recursos da poupança e do FGTS, a Caixa tenta justificar o aumento com base na elevação das taxas de juros básicos. Essa mudança condiz com o que será a nova política econômica do governo Dilma Rousseff, baseada em aumento de impostos para os trabalhadores e corte de subsídios do governo em programas que beneficiam a maior parte da população.

“Como banco público, a Caixa tem o dever de cumprir seu papel social e contribuir para o desenvolvimento habitacional no país, facilitando a compra de casa própria para a população. Medidas como essa revelam que o corte de gastos do governo e as tentativas em controlar a inflação serão baseados na exploração dos trabalhadores. A gestão da Caixa deve ser baseada na ampliação de programas sociais e habitacionais, e não voltada para a obtenção de altos lucros”, enfatiza Lizandre.

A Caixa informou os contratos de financiamento imobiliário com recurso do Programa Minha Casa Minha Vida e do FGTS serão os únicos que não sofrerão alterações.

Com informações do jornal A Gazeta desta sexta-feira, 16 de janeiro.

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