Eleições do Caref: Lei da Estatais torna processo eleitoral excludente

Lei das Estatais impede a permanência do candidato Marcus Roger na disputa. O Sindibancários não apoiará nenhum candidato e recomenda a abstenção

Começaram no dia 20 de fevereiro e prosseguem até o dia 24 as eleições do Conselho de Administração do Banco do Brasil (Caref). O candidato Marcus Roger, apoiado pelo Sindicato dos Bancários/ES, teve 5447 votos no primeiro turno, que o levaram para o segundo. Porém, foi impedido de prosseguir na disputa em virtude da Lei das Estatais. Diante disso, o Sindicato não apoiará ninguém e orienta a abstenção.

Com a sanção da Lei das Estatais, em 30 de junho de 2016, quando o presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB) ainda era interino, as eleições dos conselhos passaram a ter um caráter discriminatório ao limitar a participação de lideranças nos espaços de decisão.

A Lei contém pontos que restringem a participação de dirigentes sindicais e militantes de partidos na composição das diretorias dos conselhos das empresas públicas, mantendo a criminalização da ação e da organização política garantidas em Constituição. Por outro lado, permite a presença de profissionais liberais nos conselhos, abrindo espaço para especuladores e lobistas do capital financeiro em espaços estratégicos para a constituição da soberania brasileira.

O diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Thiago Duda, destaca que a Lei das Estatais tem como um de seus objetivos minar a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras.

“Esta lei reduz a possibilidade de participação dos bancários e bancárias nos espaços de decisão e impede principalmente aqueles que têm um histórico de militância. Basta ver os pré-requisitos que a lei estipula para que os funcionários e funcionárias ocupem os conselhos. É mais uma forma de alinhar, de maneira subordinada, o banco ao mercado”.

 

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