Liberação do PIS/Pasep pode esvaziar política de bancos públicos

Medida deve esvaziar em R$ 34,3 bilhões os recursos do BNDES, Caixa e Banco do Brasil, hoje utilizados como fonte de recursos para as linhas crédito

A liberação do saque do Fundo Pis/Pasep, autorizada pelo governo Temer no dia 13 de junho, deve esvaziar em R$ 34,3 bilhões os recursos do BNDES, Caixa e Banco do Brasil, hoje utilizados como fonte de recursos para as linhas crédito.

A medida, anunciada subitamente e em meio a diversos ataques aos bancos públicos, gera preocupação entre os bancários. “Apesar de os bancos anunciarem que o impacto será pequeno, essa medida pode significar uma redução da política de crédito dos bancos públicos, o que tem impacto direto no papel que eles desempenham na economia. Qualquer ação que possa enfraquecer os bancos públicos hoje deve ser encarada com receio”, afirma Lizandre Borges, diretora do Sindibancários e empregada da Caixa.

Segundo informações divulgadas pelo portal Uol, o BNDES administra R$ 19,6 bilhões do total de recursos do fundo. Já o BB administra R$ 6 bilhões. Os valores representam 0,9% e 3,7% das suas carteiras de crédito. A Caixa não especificou o montante que fica sob sua responsabilidade.

O saque das cotas do Fundo PIS/Pasep foi liberado para cotistas de todas as idades que trabalharam entre 1971 e 1988, podendo ser feito até 28 de setembro.

 

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