Livro sobre a digitalização do sistema financeiro será lançado no Sindibancários/ES

Lançamento do livro "A Finança Digitalizada: Capitalismo Financeiro e Revolução Informacional", de autoria de Edemilson Paraná, será nesta quinta-feira, às 18h30. Participe!

Será lançado nessa quinta-feira, 18, às 18h30, na sede do Sindibancários/ES, o livro “A Finança Digitalizada: Capitalismo Financeiro e Revolução Informacional”, de autoria de Edemilson Paraná, publicado pela Editora Insular. Edemilson Paraná é doutorando em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador-bolsista no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Ao traçar a relação entre o desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação e o processo de financeirização das economias, o livro mostra como o mercado financeiro tem deixado de financiar as atividades produtivas nas sociedades para se tornar um fim em si mesmo, uma espécie de circuito fechado na busca constante de ganhos especulativos. Busca apontar, ainda, relação desse processo com o aumento das desigualdades e as crises econômicas, como a vivida atualmente no Brasil.

Com números, documentos e uma série de dados e informações colhidas em entrevistas com importantes operadores do mercado financeiro brasileiro, o trabalho traça o histórico das mudanças na relação entre mercados financeiros, política e sociedade, a partir dos anos 1980 até o presente.

Um dado intrigante apresentado pelo livro mostra que 40% das operações de compra e venda das ações e dos demais papéis no mercado são realizadas por robôs, mecanismos de negociação automática, numa velocidade muito menor do que o tempo que dura uma piscada de olho humano.

A eletronificação e automatização crescente do mercado de  capitais brasileiros, que segue a passos largos, é nitidamente acompanhada por aceleração de processos, aumento substancial no número e velocidade de negócios realizados, concentração em diferentes níveis (investidores, empresas listadas em bolsa, corretores), aumento da proeminência de investidores e corretores estrangeiros e diminuição da participação de pequenos investidores no mercado.

Assim, a “teórica” função conferida aos mercados financeiros como alocadores de necessidades econômicas, ao possibilitarem o encontro de compradores e vendedores, tomadores e emprestadores de recursos para viabilizar negócios e a produção econômica como um todo, perde cada vez mais relevância em detrimento de uma lógica crescentemente especulativa a drenar e concentrar os excedentes da produção social na esfera financeira, que passam a ser retroexplorados por meio de arbitragem na escala de milisegundos, viabilizada por avanços tecnológicos de ponta.

A orelha é de Leda Paulani (USP), quarta-capa de Alfredo Saad Filho (University of London), apresentação de Michelangelo TrInigueiro (UnB) e prefácio de Maria de Lourdes Rollemberg Mollo (UnB). Em anexo, imagem da capa.

Lancamento Financa Digitalizada2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Informações da organização do evento.

 

 

 

 

 

Imprima
Imprimir

Comentários