Lucro ajustado do BB cresce 9,6% e atinge R$ 11,3 bilhões em 2014. PLR será paga dia 27

O lucro ajustado do Banco do Brasil chegou a R$ 11,343 bilhões em 2014, valor 9,6% maior que o do ano anterior, quando o lucro chegou a R$10,3 bi. O balanço anual foi divulgado na manhã desta quarta-feira, 11. Mesmo com o resultado, o BB fechou 588 postos de trabalho em 2014, dado que contrasta […]

O lucro ajustado do Banco do Brasil chegou a R$ 11,343 bilhões em 2014, valor 9,6% maior que o do ano anterior, quando o lucro chegou a R$10,3 bi. O balanço anual foi divulgado na manhã desta quarta-feira, 11. Mesmo com o resultado, o BB fechou 588 postos de trabalho em 2014, dado que contrasta com a quantidade de agências abertas no período – foram inauguradas 74 unidades do BB em 2014.

O lucro ajustado, também chamado de recorrente, exclui fatores e eventos extraordinários, como os ganhos com o IPO da BB Seguridade, ocorrido em 2013. Já o lucro líquido contábil, que considera tais fatores, fechou com queda de 28,3%, totalizando R$ 11,246 bi.

No quarto trimestre do ano passado o BB registrou lucro líquido de R$ 3 bilhões. Na comparação com o terceiro trimestre, quando o montante ficou em R$ 2,8 bilhões, houve incremento de 4,7% no lucro líquido.

“Esses valores são obtidos a partir da pressão e das metas impostas aos bancários e da cobrança de altos juros e tarifas de clientes. É fundamental que esse lucro retorne para os trabalhadores em forma de investimento em condições de trabalho, na geração de emprego e na valorização do empregado, e é por isso que lutamos diariamente”, diz Goretti Barone, diretora do Sindicato dos Bancários/ES e bancária do BB.

“Além disso, mesmo com o lucro, o banco continua o processo de reestruturação que fechou setores de áreas de comércio internacional, como a Gecex Vitória. Isso mostra que o BB não está desempenhando sua função social e de estímulo ao desenvolvimento do país”, complementa Goretti.

PLR

Depois da divulgação do balanço o banco anunciou o pagamento da PLR semestral para o dia 27 de fevereiro, após o pagamento dos dividendos aos acionistas.

Operações de crédito

A Carteira de Crédito Ampliada cresceu 9,8% em doze meses, atingindo um montante de R$ 760,9 bilhões, e a rentabilidade ajustada sobre o patrimônio líquido anualizado (ROE) foi de 15,1%, praticamente estável em relação ao ano anterior.

As operações com pessoa física cresceram 6,8% em relação a setembro de 2013, chegando a R$ 179,8 bilhões, o que representa 23,6% do total das operações de crédito. Já as operações com pessoa jurídica alcançaram R$ 354,1 bilhões, com elevação de 9,9% no período, totalizando 46,5% do total do crédito. A carteira do agronegócio cresceu 13,9%, totalizando R$ 164,9 bilhões, representando 21,7% do total da carteira do banco. A carteira de crédito imobiliário cresceu 59,1% em 12 meses, num total de R$ 38,8 bilhões.

Inadimplência estagnada

O índice de inadimplência superior a 90 dias cresceu 0,05 pontos percentuais no ano, ficando em 2,03% em dezembro de 2014. Apesar da baixa inadimplência e de a carteira de crédito não ter crescido tanto, o banco elevou suas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) em 18,9%, totalizando R$ 18,5 bilhões.

Aumento da Selic traz mais lucros

O crescimento do resultado com Títulos e Valores Mobiliários e com Aplicações Compulsórias foi diretamente influenciado pelos sucessivos aumentos na taxa Selic. O primeiro cresceu 46,8%, totalizando R$ 44,0 bilhões. Isso significa que o BB, com a majoração da taxa básica de juros, reduziu a oferta de crédito para a compra de títulos da dívida pública, a exemplo do que estão fazendo todos os bancos privados. Já o resultado com aplicações compulsórias teve alta de 20,7%.

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceram 7,6% em doze meses, enquanto as despesas de pessoal subiram 8,2%, com isso, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 135,92% em dezembro de 2014.

Com informações da Contraf e Valor Econômico

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