Lucro do BB aumenta em 117,3% no trimestre; condições de trabalho permanecem ruins

O primeiro trimestre deste ano foi aumento no lucro líquido no Banco do Brasil: R$ 5,8 bilhões, uma elevação de 117,3% em comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado se explica, entre outras razões, pelas maiores receitas com juros e tesouraria. O BB segue a tendência dos demais bancos que, apesar da […]

O primeiro trimestre deste ano foi aumento no lucro líquido no Banco do Brasil: R$ 5,8 bilhões, uma elevação de 117,3% em comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado se explica, entre outras razões, pelas maiores receitas com juros e tesouraria.

O BB segue a tendência dos demais bancos que, apesar da crise, têm divulgado bons resultados, sobretudo pelos juros nos empréstimos. É o caso, por exemplo, do Itaú, Bradesco e Santander que divulgaram balanços positivos. O Itaú lucrou R$ 5,733 bilhões no trimestre, 26,8% mais do que no mesmo período de 2014. Já Bradesco e Santander tiveram ganho de R$ 4,244 bilhões e de R$ 684 milhões, respectivamente, resultados 23,3% e 32% superiores ao registrado no mesmo período de 2014.

“O lucro do Banco do Brasil reflete a tendência da direção de agir de acordo com as regras do mercado”, afirma a diretora do Sindicato Goretti Barone. “É bom que se tenha lucro, mas que o mesmo empenho para obter lucro se repita quando se trata de atendimento ao cliente, melhoria nas condições de trabalho, numa visão de banco público de fato”, afirma a diretora. Ao contrário disso, no entanto, Goretti lembra que o banco relega as condições de trabalho ao segundo plano.

Pesquisa feita por professores e alunos da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com a ANABB em novembro do ano passado mostrou que 68,91% dos 6,5 mil funcionários da ativa do BB que responderam a um questionário pela internet se declararam estressados no trabalho, enquanto 45,92% já foram diagnosticados com estresse.  E mais: 69,85% disseram que presenciaram assédio moral no local de trabalho. “Há uma clara prioridade para o resultado financeiro do banco”, lamenta Goretti Barone. 

Imprima
Imprimir

Comentários