Lucro do Bradesco cresce 22% no 1º trimestre e chega a R$ 6,2 bi

A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 5,7% em doze meses, totalizando R$ 6,4 bilhões. Neste período foram fechadas 114 agências e 54 postos de atendimento, em relação ao mesmo período de 2018.

O Bradesco fechou o 1º trimestre de 2019 com lucro de R$ 6,2 bilhões. O crescimento, em relação ao mesmo período de 2018, foi de 22,3%.

O destaque do Dieese mostra que a receita com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 5,7% em doze meses, totalizando R$ 6,4 bilhões. Neste período foram fechadas 114 agências e 54 postos de atendimento, em relação ao mesmo período de 2018.

No balanço divulgado, o banco ressalta que esse aumento se deve “a maior margem financeira com clientes, as menores despesas com PDD (Expandida) e o maior resultado das operações de seguros, previdência e capitalização, além do bom desempenho das receitas de prestação de serviços”. E ressalta a sua posição sobre a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro. “A aprovação da proposta da Nova Previdência nos próximos meses constitui condição fundamental para reequilíbrio das contas públicas no médio prazo, com importante impacto na confiança dos agentes econômicos e, consequentemente, retorno de investimentos privados”, atenta o banco, no documento.

Para Fabricio Coelho, diretor do Sindibancários/ES, o crescimento do lucro do Bradesco e da rentabilidade do patrimônio do banco, associado ao discurso de otimismo frente às privatizações, inclusive a possibilidade de privatização da previdência, mostram um cenário desfavorável para os trabalhadores.

“A rentabilidade do Bradesco no período foi 4 vezes superior (p.p.) em relação ao reajuste da massa salarial dos trabalhadores da holding. O fechamento de agências e o discurso do banco aguardando a privatização da previdência pública dos trabalhadores e a aplicação da reforma trabalhista, mostra um cenário de desigualdade cada vez maior. Os números mostram, inclusive que a população de baixa renda é a que mais paga em dia, enquanto a inadimplência cresce entre os ricos. A ansiedade na aprovação da reforma da Previdência deixa claro que as mudanças só vão beneficiar os banqueiros e os empresários e que o quanto se retira dos pobres nunca é o suficiente”, avalia Coelho.

 

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