Luta contra ameaças da reforma trabalhista norteiam eixos aprovados na Conferência Regional

Durante o evento, que aconteceu no dia 15 de julho, na capital fluminense, foram aprovados os eixos que os trabalhadores e trabalhadoras pretendem inserir na minuta a ser debatida na Conferência Nacional dos Bancários

A manutenção do emprego bancário e dos direitos já conquistados são a centralidade do debate da Campanha Salarial deste ano, segundo o diretor Sindibancários, Carlos Pereira de Araújo, o Carlão. Foto: Nando Neves

 

Bancários e bancárias do Espírito Santo e do Rio de Janeiro se reuniram na 19ª Conferência Interestadual dos Bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo, no dia 15 de julho, na capital fluminense. Durante o evento foram aprovados os eixos que os trabalhadores e trabalhadoras pretendem inserir na minuta a ser debatida na Conferência Nacional dos Bancários.

Para o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Carlos Pereira de Araújo, o Carlão, a centralidade da Campanha Salarial deste ano é a manutenção do emprego bancário e dos direitos já conquistados.

“A partir da aprovação da terceirização irrestrita e da reforma trabalhista existe a possibilidade do setor patronal nos extinguir enquanto categoria. Portanto, a centralidade este ano é manter o emprego bancário para continuarmos existindo enquanto categoria bancária organizada. O posto de trabalho pode continuar existindo com trabalhadores e trabalhadoras terceirizados, pejotizados e com contrato intermitente, mas que não serão bancários e bancárias”, diz.

Para garantir a manutenção da categoria bancária, um dos eixos aprovados foi a contratação a única e exclusivamente de bancários em todos os setores ocupados hoje pela categoria, garantindo que os bancos não vão substituir os bancários por terceirizados, pejotizados e trabalhadores com contrato intermitente em todos os setores hoje ocupados por bancários.

Veja os eixos aprovados na 19ª Conferência Interestadual dos Bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo:

•Defesa dos bancos públicos
• Contra a terceirização dos serviços bancários
• Promoção da igualdade de oportunidades
• Defesa da jornada de seis horas
• Fim das metas
• Defesa do emprego
• Saúde do trabalhador
• Segurança bancária
• Isonomia
•Construção do ramo de atividade
• Vedada criação de comissões de empregados para negociar diretamente com o Banco, sendo válidas apenas as negociações do Comando Nacional e suas entidades e as Comissões de Empresa já existentes
• Vedada a negociação individual e direta com qualquer funcionário ou grupo de funcionários sem a intermediação dos Sindicatos e COEs
• Vedada a negociação entre o Banco e funcionários que recebem acima do dobro do teto do INSS, para estipulação de cláusulas de arbitragem, mantidos esses trabalhadores sob a cobertura da convenção coletiva da categoria
• Vedada a estipulação de acordos individuais e informais para bancos de horas
• Vedada a contratação de qualquer autônomo, com ou sem exclusividade
• As cláusulas em vigência do acordo coletivo 2016/2018 permanecerão vigentes até a finalização do acordo coletivo subsequente, mesmo que ultrapasse a data base
• Em caso de perda de gratificação de função e/ou comissão, que haja a incorporação do valor total das respectivas gratificação/comissão ao salário para aqueles que atuam há mais de 10 anos percebendo tais gratificações. Para quem tem menos de dez anos, que o Banco incorpore aos salários , na proporção de 10% dessa gratificação/comissão, para cada ano trabalhado sendo válido para todos os funcionários, inclusive, caixas
• Manutenção da homologação nos sindicatos
•Garantir que todos os trabalhadores que realizam atividade fim (intermediação financeira) nos bancos, independente do regime de contratação, sejam representados pelos sindicatos de bancários
• Manutenção da norma que impede que a gestante ou lactante trabalhe em qualquer lugar insalubre

Eixos políticos da classe trabalhadora:

• Fora Temer e eleições gerais já!
• Auditoria da Dívida Pública já!
• Estatização do sistema financeiro
• Ratificação da Convenção 158 da OIT
• Contra a reforma da Previdência
• Punição a todos os corruptos

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