Mais de 20 mil pessoas tomam as ruas de Vitória, em protesto nesta segunda-feira, 17

Em um dia histórico, onde milhares de pessoas cruzaram a Terceira ponte, bancários do Espírito Santo uniram-se aos mais de 20 mil manifestantes que foram para as ruas de Vitória, capital do Estado, nesta segunda-feira, 17, para protestar. O movimento, que começou com a luta pela redução das tarifas do transporte público, se ampliou e […]

Em um dia histórico, onde milhares de pessoas cruzaram a Terceira ponte, bancários do Espírito Santo uniram-se aos mais de 20 mil manifestantes que foram para as ruas de Vitória, capital do Estado, nesta segunda-feira, 17, para protestar. O movimento, que começou com a luta pela redução das tarifas do transporte público, se ampliou e aglutinou outras reivindicações, como a falta de investimento em políticas públicas de saúde e educação e o fim da corrupção. 

“Fizemos história com essa marcha. Todos os que estavam indignados com algo, vendo os exemplos de outras cidades, foram para as ruas. Parece que o povo brasileiro finalmente acordou diante de tantos problemas sociais e da inércia do Governo”, avaliou o dirigente de base do Sindicato dos Bancários/ES, Ricardo Nespoli, que participou da marcha.

O Sindicato participou da manifestação defendendo a não criminalização dos movimentos sociais – que vem sendo promovida principalmente pelas forças policiais e pela grande mídia – e o direito legítimo de manifestação da sociedade civil. Segurando uma faixa com a frase “Contra a criminalização dos Movimentos Sociais. Lutar por melhores condições de vida é um direito do trabalhador”, os dirigentes sindicais bancários acompanharam o protesto, que percorreu importantes avenidas da cidade saindo da Universidade Federal do Espírito Santo, cruzando a Terceira Ponte e seguindo até a residência do Governador do Estado, Renato Casagrande, na Praia da Costa, em Vila Velha.

Ganhou destaque no ato a presença de um público diversificado, com estudantes e trabalhadores de diversas áreas e membros de movimentos sociais organizados. “Há uma certa intolerância generalizada pela política, em função da corrupção e do descrédito de muitos representantes eleitos. Contudo, é preciso que todos compreendam que ir para as ruas protestar é também um ato político e é legitima a participação de todos, incluindo partidos, movimentos sociais e entidades de classe, pois são atores que estão em luta permanentemente, com pautas constantes, num processo de mudança da sociedade”, aponta o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Fabrício Coelho após a participação no protesto.

Repressão

Os manifestantes seguiram por mais de três horas recebendo o apoio de cidadãos que aplaudiam de dentro dos ônibus e de moradores que piscavam as luzes dos apartamentos. Ainda assim, o protesto foi interrompido por uma ação violenta da Política Militar.

Ao chegarem às proximidades da casa do governador, a polícia atirou contra os manifestantes bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, o que acabou por dispersar a manifestação.

“Estávamos vestidos de preto em solidariedade às pessoas que foram agredidas em outras manifestações e a polícia, mais uma vez, reagiu violentamente e o estado veio usar a força contra a população”, avalia a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Renata Garcia.

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