Mais empregados e fim das demissões são as principais reivindicações dos bancários do setor privado

Na tarde deste sábado, 27, bancários dos bancos privados participaram do Congresso Específico da categoria. A partir da análise do Desempenho dos Bancos 2014, do Dieese, os bancários discutiram sobre as condições de trabalho e as reivindicações da categoria para a Campanha Salarial deste ano. O Congresso fez parte da programação do segundo dia do […]

Na tarde deste sábado, 27, bancários dos bancos privados participaram do Congresso Específico da categoria. A partir da análise do Desempenho dos Bancos 2014, do Dieese, os bancários discutiram sobre as condições de trabalho e as reivindicações da categoria para a Campanha Salarial deste ano. O Congresso fez parte da programação do segundo dia do V Encontro Estadual das Bancárias e dos Bancários.

Para os bancários, o discurso da economia em crise não pode ser aceito pela categoria como justificativa dos bancos para não negociar aumento salarial real e melhores condições de trabalho.  Somente com as receitas prestação de serviços e tarifas o Bradesco paga todas as despesas de pessoal, e ainda sobra milhões nos cofres da instituição.

Além disso, os bancos Itaú e Bradesco lideram o ranking dos maiores lucros do setor bancário no primeiro trimestre deste ano. O Santander ocupa a terceira posição. Apesar dos altos lucros, os bancos privados também lideram o número de demissões.

Reivindicações

Os bancários aprovaram a proposta de minuta da Campanha Salarial 2015, que será apresentada para discussão e votação na Conferência Nacional dos Bancários. Dentre os eixos da Campanha aprovados pelos empregados dos bancos privados capixabas estão o retorno do anuênio; fim das metas como forma de combater o assédio moral; revisão do plano de carreira, com elaboração de um Plano de Cargos e Salários; novo modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR); revisão da política de treinamento; ampliação do abono anual de dois para cinco dias; e política de acessibilidade e cargos.

“Uma das nossas principais reivindicações será pelo fim das demissões imotivadas, uma vez que essa é uma das principais causas do assédio moral dentro dos bancos. Com menos empregados, há um aumento da sobrecarga de trabalho e exploração dos empregados dentro da agências, com intensa cobrança por metas”, destaca o diretor do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão).

Também foi aprovada a proposta de índice geral para a campanha unificada de 25,55%, sendo 9,17% referentes à inflação estimada do período (setembro de 2014 e agosto de 2015), e 15% referentes à lucratividade dos bancos e à rentabilidade dos seus patrimônios líquidos.

Encontro Caixa      Encontro BB

Bancários da Caixa discutiram as condições de trabalho no banco.               No Encontro dos bancários do BB, o déficit da Cassi foi um dos destaques.     

Caixa e BB

Com as pautas de reivindicações já aprovadas nos congressos específicos realizados em maio, os bancários do BB e da Caixa participaram dos Encontros Específicos. Carreira e isonomia, a atual situação da Funcef, segurança bancária, condições de trabalho, escassez de empregados, Caixa 100% pública e jornada de trabalho  foram algumas das principais questões discutidas pelos bancários da Caixa. A luta pela garantia de no mínimo 20 bancários por agência foi um dos destaques dos bancários.

No encontro do BB, a atual situação da Cassi  e a organização do local de trabalho foram os principais temas discutidos. O encontro contou com a presença do vice-presidente da Anabb, José Amaral, que apresentou a pesquisa da Associação sobre as condições de trabalho no BB e também sobre o déficit da Cassi. Amaral falou sobre como está o processo negocial do déficit da Cassi, quais são as propostas do banco e das entidades, que defendem o modelo de atenção integral à saúde e o princípio da solidariedade.

O Congresso e Encontros Específicos foram abertos com a exibição do vídeo sobre o sistema da dívida pública no Brasil, da economista e coordenadora do Núcleo de Auditoria da Dívida Pública do Brasil, Maria Lúcia Fatorelli. Os bancários puderam conhecer os detalhes desse sistema, responsável por quase 50% do orçamento do Governo. No vídeo, a economista destaca que das diversas engrenagens que compõe e alimentam  esse sistema, a corrupção é apenas uma delas, pois ainda há a absorção de dívidas do setor privado pelo poder público, dentre outras.

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