Marcha das mulheres reúne mais de mil pessoas em Colatina

  A união entre os movimentos do campo e da cidade foi uma das grandes marcas da marcha realizada em Colatina na segunda, 9, por ocasião do Dia Internacional da Mulher. Mais de mil pessoas compareceram à manifestação. Durante todo o dia os participantes fizeram vários atos diante de órgãos públicos, onde entregaram ofícios com […]

 

A união entre os movimentos do campo e da cidade foi uma das grandes marcas da marcha realizada em Colatina na segunda, 9, por ocasião do Dia Internacional da Mulher. Mais de mil pessoas compareceram à manifestação. Durante todo o dia os participantes fizeram vários atos diante de órgãos públicos, onde entregaram ofícios com diversas reivindicações. O Sindicato dos Bancários/ES (Sindibancários) estava entre as entidades sindicais presentes na marcha. 

“O ato foi importante, pois proporcionou um amplo debate sobre a questão dos direitos. Há muito tempo não acontecia em Colatina uma manifestação que unisse trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, com destaque para a grande participação das mulheres campesinas”, afirma a diretora do Sindibancários, Goretti Barone.

Entre os órgãos públicos nos quais os manifestantes entregaram ofícios contendo reivindicações estão a agência da Caixa e a do Banco do Brasil. Na Caixa, além de reivindicar a manutenção da Caixa 100% pública e a contratação de mais funcionários, os manifestantes defenderam a contratação imediata de 1.400 unidades habitacionais como forma de avançar na superação do déficit habitacional rural. Além disso, eles apontaram outros dados a serem dados para efetiva afirmação do Programa Nacional de Habitação Rural. No Banco do Brasil os manifestantes reivindicaram, entre outras coisas, contratação de mais funcionários pelo banco e criação de linha de crédito emergencial para atender a agricultura familiar nos municípios atingidos pela estiagem prolongada.

Caixa 100 pública Colatina

Bancários defenderam a manutenção da Caixa 100% Pública 

Outro ponto de parada dos manifestantes foi o INSS, onde eles reivindicaram, principalmente, a revogação das Medidas Provisórias (MP’s) 664 e 665, que restringem o acesso ao seguro desemprego, às pensões e ao auxílio doença. Além disso, reduzem o abono salarial e autoriza que as perícias médicas sejam feitas dentro das empresas e por médicos contratados pelos patrões. “Nós queremos que os direitos já conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras sejam mantidos e que mais direitos sejam conquistados”, diz Goretti.

Na Superintendência Estadual de Educação as reivindicações foram não fechamento de escolas no interior e educação voltada para a realidade do campo. Na Superintendência de Saúde a principal solicitação foi mais investimento no programa de saúde da mulher. Já na Justiça Federal, mais agilidade nos processos de reforma agrária. Os participantes da marcha também entregaram um ofício na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), reivindicando a garantia de recurso para execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e sua transformação em lei. O PAA tem como objetivo garantir o acesso aos alimentos de qualidade, quantidade e regularidade necessárias às populações em situação de insegurança alimentar e nutricional e promover a inclusão social no campo por meio do fortalecimento da agricultura familiar.

Ministério Público Estadual

Em virtude do grande índice de violência contra a mulher no Espírito Santo os participantes da marcha solicitaram junto ao Ministério Público Estadual mais apoio no combate a esse tipo de crime por meio da criação de um sistema integrado para atendimento às vítimas de violência para acelerar os processos, expansão do projeto Botão do Pânico para todo o Estado, aumento de 30% no número de serviços especializados em atendimento à mulher em situação de violência, estímulo para que pelo menos 10% dos municípios tenham algum tipo de serviço especializado em atendimento à mulher, ampliação e aperfeiçoamento do Ligue 180 para que se torne um Disque Denúncia e expanda seu atendimento para mulheres brasileiras no exterior, criação em todos os municípios capixabas de pelo menos um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e garantia da existência de estabelecimentos penais femininos de acordo com os padrões físicos e funcionais que garantam a saúde e dignidade das detentas.

Além do Sindibancários também participaram das atividades do 8 de março em Colatina o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Sindicato do Trabalhadores Rurais de Colatina, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Gabriel da Palha, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Colatina (SISPMC), Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Vestuário de Colatina e Região (Sintvest), Sindilimpe e Cooperativa de Crédito Rural com Interação Solidária do Espírito Santo.

Imprima
Imprimir