Mensagem do presidente da Caixa é afronta as empregados

O presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, anunciou uma série de medidas de desmonte do banco, que incluem o fechamento de 100 agências e, consequentemente, a retirada de funções dos empregados dessas unidades

Em recente mensagem aos empregados, o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, anunciou como meta ultrapassar o lucro de R$ 9 bilhões em 2018 e reduzir as despesas de 500 milhões. No entanto, aquilo que ele chama de pilares do novo plano estratégico da atual gestão são, na prática, mais uma série de medidas de desmonte do maior banco público do país, que incluem o fechamento de 100 agências e, consequentemente, a retirada de funções dos empregados dessas unidades.

Mesmo após as duras críticas da Fenae e de outras entidades representativas dos empregados, o presidente Souza reforça na mensagem, ainda, a convocação dos 6 mil gestores para o mega evento, que ele chama de “reunião de trabalho”, nesta quarta-feira, 16, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

O fechamento de agências, aprovado o Conselho de Administração do banco, atrelado ao recém lançado Programa de Eficiência, que visa reduzir as despesas em R$ 2,5 bilhões até 2019, são parte do plano de preparação da Caixa para a privatização liderado pelo governo Temer. O pacote de maldades, maquiado como ações do plano estratégico, inclui medidas de aprofundamento das péssimas condições de trabalho, com descomissionamentos arbitrários, assédio moral e outras medidas que tem adoecido a categoria bancária.

“Essas medidas são a consolidação do golpe contra a Caixa. O fechamento de 100 agências prejudica diretamente a população, na medida em que restringe e precariza cada vez mais o atendimento. Bancários e bancárias também serão prejudicados, pois com o encerramento das agências haverá a retirada de funções gratificadas. É lamentável que um presidente que é empregado de carreira, oriundo da área de habitação e que sabe da importância do papel social do banco, se submeta ao governo Temer e aceite implementar essas medidas de enfraquecimento da Caixa como banco público”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges.

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