Mensalidade do Saúde Caixa aumenta para ativos e aposentados

O Sindibancários já acionou a assessoria jurídica para saber se é cabível uma ação para reverter essa medida

Os assistidos e assistidas pelo Saúde Caixa receberam na tarde da quinta-feira, 26, um comunicado informando os novos valores a serem cobrados a partir de 1º de fevereiro. A mensalidade dos trabalhadores da ativa e dos aposentados aumentará de 2% para 3,46% da remuneração base, a coparticipação das despesas assistenciais sobe de 20% para 30% e o valor limite da coparticipação passa de R$ 2.400 para R$ 4.200. Nesse último caso, toda vez que o assistido ultrapassa esse gasto, o complemento é feito pela Caixa.

“É mais uma atitude que faz parte da política de corte de gastos da empresa. Mas o que a Caixa chama de gasto, nós chamamos de investimento nos trabalhadores e trabalhadoras, pois até agora essa política tem afetado diretamente a eles, com a não contratação de mais profissionais, com os planos de aposentadoria incentivada, e, agora, com essa medida que busca reduzir custo com a saúde do trabalhador e fazer com que os bancários e bancárias contribuam com um valor maior no plano”, diz a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lizandre Borges.

O aumento desrespeita a Convenção Coletiva de Trabalho, pois a cláusula 32ª diz que o titular contribuirá com coparticipação de 20% sobre o valor das despesas com a utilização do Saúde Caixa, pelo grupo familiar, incluindo, nesse caso, o beneficiário indireto, por escolha dirigida ou livre escolha, limitada a um teto anual de R$ 2.400,00, acumulado de 1º de janeiro a 31 de dezembro.

“Por causa desse desrespeito, o Sindicato já acionou a assessoria jurídica para saber se é cabível uma ação para reverter essa medida”, informa Lizandre.

Com informações da Contraf

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