Ministério Público do Trabalho rejeita laudo da Caixa sobre agência Itaguaçu

O Ministério Público do Trabalho (MPT) rejeitou o laudo técnico apresentado pela Caixa sobre a estrutura física da agência de Itaguaçu, em audiência realizada com o Sindicato dos Bancários/ES na última quarta-feira, 23. O banco terá um prazo de 15 dias para entregar novo laudo, assinado por engenheiro que garanta a segurança da estrutura física […]

O Ministério Público do Trabalho (MPT) rejeitou o laudo técnico apresentado pela Caixa sobre a estrutura física da agência de Itaguaçu, em audiência realizada com o Sindicato dos Bancários/ES na última quarta-feira, 23. O banco terá um prazo de 15 dias para entregar novo laudo, assinado por engenheiro que garanta a segurança da estrutura física e as vidas dos bancários e clientes. Se o parecer for considerado inconclusivo, o MPT poderá pedir a interdição da agência.

“A posição do Ministério Público mostra que as intervenções feitas pelo banco podem não ser suficientes, o que o Sindicato/ES vem denunciado há meses. Esperamos que, a partir de agora, o banco dê mais celeridade ao processo de mudança da sede da unidade, garantindo a segurança dos trabalhadores e dos usuários”, diz Lizandre Borges, diretora do Sindicato dos Bancários/ES.

A Caixa informou que já iniciou processo de mudança para uma nova agência, mas o prazo para que ela fique pronta é de, no mínimo, um ano. Uma das justificativas apresentadas pelo banco para demora na transferência da unidade é a morosidade dos processos de contratação previstos na Lei de Licitações, argumento que a direção do Sindicato refuta.

“A Caixa se diz vítima das empresas que ela mesma contrata para tentar minimizar a sua responsabilidade em relação ao problema. Na verdade, o que tem acontecido é que a Caixa está expandindo sua rede atendimento e inaugurando cada vez mais agências sem as condições adequadas, colocando em risco a vida de milhares de pessoas. O banco deixa claro que o importante é o lucro e não a segurança dos empregados e da população”, critica Lizandre.

Os problemas na estrutura do prédio foram identificados em uma vistoria do Sindicato dos Bancários/ES após denúncias dos trabalhadores do local, em julho deste ano. O imóvel apresentava grandes rachaduras, trincas e infiltrações. No mês de agosto, um vidro da fachada chegou a ser quebrado em função de uma possível movimentação do solo e a marquise do imóvel precisou ser escorada, pois corria risco de desabar. Desde a constatação do problema, o Sindicato cobrou providências urgentes da Caixa e denunciou o banco às autoridades competentes.

Após fazer um escoramento provisório, a Caixa providenciou um perfil metálico que foi soldado à estrutura do prédio para garantir a sustentação definitiva do imóvel. A obra se estendeu por mais de 30 dias e foi finalizada no dia 20 de agosto.

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Foto da agência em agosto deste ano, durante a obra de escoramento

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