Ministro da Fazenda anuncia medidas que irão onerar o bolso dos trabalhadores e trabalhadoras

O segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff (PT) começou com algumas medidas consideradas impopulares. Com a desculpa de que é preciso injetar dinheiro nas contas públicas, o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou que o Governo Federal irá fazer cortes de benefícios e subsídios, além de reajustes de tarifas e aumento de impostos. Isso foi […]

O segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff (PT) começou com algumas medidas consideradas impopulares. Com a desculpa de que é preciso injetar dinheiro nas contas públicas, o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou que o Governo Federal irá fazer cortes de benefícios e subsídios, além de reajustes de tarifas e aumento de impostos. Isso foi anunciado na terça-feira, 13.

De acordo com o ministro, uma das iniciativas será cobrar mais imposto de renda de prestadores de serviços que recebem como pessoa jurídica. Além disso, foram cortados cerca de R$ 22 bilhões nas despesas dos ministérios. Desse total, R$ 7 bilhões foram do Ministério da Educação (MEC). Enquanto isso, o Museu Nacional do Rio de Janeiro está fechado por falta de verba para limpeza e segurança.

“O governo está tomando essas medidas para garantir o pagamento de juros e amortizações da dívida pública, que hoje é de R$ 3.471.353.157.626,36 (Três trilhões, quatrocentos e setenta e um bilhões, trezentos e cinquenta e três milhos, cento e cinquenta e sete mil, seiscentos e vinte e seis reais e trinta e seis centavos). É lamentável que um governo que durante a eleição assumiu um discurso de aumentar investimentos em política pública e com o lema ‘pátria educadora’ corte as verbas destinadas à educação e outros direitos da população para beneficiar banqueiros e grandes empresas que vivem de comprar títulos da dívida pública brasileira”, diz o coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, Carlos Pereira de Araújo, o Carlão.

As medidas impopulares do Governo Dilma já irão atingir, a partir da segunda-feira, 19, os trabalhadores e trabalhadoras que almejam conquistar a casa própria. É que, na Caixa, os financiamentos pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que utilizam recursos da poupança e do FGTS em contratos de até R$ 750 mil, ficarão até 4,2% mais caro. Já os empréstimos via Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), para financiamento de imóveis acima de R$ 750 mil, sofrerão reajuste de até 16,3%.

 

Com informações da Folha de São Paulo

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