Miriam Belchior anuncia IPO da Caixa Seguridade para 2º semestre

A presidente da Caixa, Miriam Belchior, anunciou na última quarta-feira, 13, que a abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade acontecerá provavelmente no segundo semestre do ano. Segundo a presidente, já há uma janela possível em abril, mas depende de avaliação do mercado. Atualmente, a Caixa Econômica Federal detém 48,2% da […]

A presidente da Caixa, Miriam Belchior, anunciou na última quarta-feira, 13, que a abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade acontecerá provavelmente no segundo semestre do ano. Segundo a presidente, já há uma janela possível em abril, mas depende de avaliação do mercado.

Atualmente, a Caixa Econômica Federal detém 48,2% da Caixa Seguridade, enquanto a francesa CNP controla 51,75% da empresa. Para a diretora do Sindibancários/ES Lizandre Borges, o IPO é uma forma de esvaziar o patrimônio da Caixa.

“Pouco a pouco vai acontecendo um fatiamento do banco e de seu patrimônio. A presidente separa o banco por nichos e os privatiza. Assim, o patrimônio da instituição vai sendo esvaziado”, critica Lizandre.

O anúncio de abertura de capital da Caixa Seguridade foi feito pelo governo em abril do ano passado, mas estava suspenso desde outubro. Segundo informações divulgadas na imprensa, a expectativa de arrecadação da Caixa é de cerca de R$ 10 bilhões com a venda de 25% do capital da seguradora, que obteve lucro líquido de cerca de R$ 1 bilhão no primeiro semestre de 2015. A Caixa Seguridade é o quarto maio grupo segurador do país.

Vale destacar que a intenção do governo ao vender parte de suas ações na seguradora é a redução do déficit orçamentário com o pagamento da dívida pública, ação que gera estabilidade para o mercado, mas prejudica os brasileiros.

“O governo continua adotando medidas para cumprir as metas fiscais e garantir o pagamento da dívida pública, abrindo mão de um patrimônio lucrativo. O pagamento da dívida só beneficia a banqueiros e ao grande capital. De nada serve ao povo brasileiro”, salienta Lizandre, que lembra que em 2015 (até 01/dez), o governo federal gastou R$ 958 bilhões com juros e amortizações da dívida pública, o que representou 46% de todo o orçamento efetivamente executado no ano. O valor é mais de 10 vezes maior que o investimento feito em educação ou em saúde.

Com informações do G1

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