Movimentos sociais realizam marcha contra a corrupção e a sonegação fiscal no Estado

Na manhã desta quarta-feira, 15, representantes de movimentos sociais e sindicatos capixabas realizaram uma “Marcha Contra a Inflação, Corrupção, Arrocho Salarial e a Política Econômica do Governo”. Um dos objetivos da marcha, que saiu da Praça de Jucutuquara rumo ao Palácio da Fonte Grande, no Centro de Vitória, foi exigir que o governador Renato Casagrande […]

Na manhã desta quarta-feira, 15, representantes de movimentos sociais e sindicatos capixabas realizaram uma “Marcha Contra a Inflação, Corrupção, Arrocho Salarial e a Política Econômica do Governo”. Um dos objetivos da marcha, que saiu da Praça de Jucutuquara rumo ao Palácio da Fonte Grande, no Centro de Vitória, foi exigir que o governador Renato Casagrande rompa com a política de concessão de incentivos fiscais que teve início no mandato de Paulo Hartung, a qual o atual governo está dando continuidade. A classe trabalhadora classifica essa política como criminosa por beneficiar uma minoria, que é o empresariado, em detrimento da maioria da população. 

Para os manifestantes, os impostos que deixam de ser arrecadados poderiam ser investidos em setores como saúde e segurança, dando fim a problemas como falta de atendimento nos hospitais públicos e escolas sem infraestrutura decente para receber alunos, profissionais da educação e a comunidade.

Além disso, os incentivos fiscais têm gerado corrupção, já que têm sido usados como “moeda de troca” para que as grandes empresas financiem campanhas políticas suntuosas de candidatos a cargos tanto do executivo quanto do legislativo. Isso tudo com o aval da grande mídia, que, beneficiada por esses incentivos, cala-se diante dessa situação e retrata um Espírito Santo que não faz parte da realidade da maioria dos capixabas.

Após a marcha representantes do Sindicato dos Bancários/ES, Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado do Espírito Santo (Sindipúblicos), Sindicato dos Policiais (Sindipol) e do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Federais, Estaduais e Municipais de Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social no Estado do Espírito Santo (Sindsaudeprev) se reuniram com o Secretário Estadual de Gestão e Recursos Humanos, Aminthas Loureiro, que representou o Governador Renato Casagrande.

Na ocasião os sindicalistas entregaram um manifesto que demonstra a insatisfação não somente com a concessão de incentivos fiscais, mas também com questões como desvalorização do servidor, privatizações e terceirizações. O coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), deixou claro o porquê da categoria bancária se juntar aos funcionários públicos estaduais na Marcha. “A realização da marcha e a audiência com o secretário não é somente uma questão específica dos servidores, ela denuncia também a falta de investimento em políticas públicas como educação, saúde e segurança”, diz Carlão.

O dirigente sindical destacou ainda que, mesmo sendo o terceiro estado com maior arrecadação em termos proporcionais, o Espírito Santo é o primeiro em diversos problemas sociais, como a questão das violências urbana e doméstica. “Em 10 anos o Estado deixou de arrecadar quase 20 bilhões em virtude de uma política econômica que beneficia as empresas por meio de incentivos fiscais. Esse dinheiro deveria ser usado para investir em políticas públicas”, defende Carlão.

Por meio do manifesto os representantes sindicais solicitaram uma audiência com o governador Renato Casagrande. “Em um pouco mais de dois anos de mandato o governador nunca recebeu os trabalhadores para ouvir nossas reivindicações”, relata o presidente do Sindipúblicos Gerson Correia de Jesus. Carlão também destacou a necessidade de representantes do Sindicato dos Bancários/ES serem recebidos pelo governador para discutir sobre o Plano de Cargos e Salários (Plano Salto) do Banestes.

“Os trabalhadores do Banestes esperaram muito tempo pelo Plano de Cargos e Salários. E quando o esboço foi liberado houve uma grande decepção, pois ele se enquadra numa política de perda de direitos e de arrocho salarial. O Plano prevê, por exemplo, redução salarial”, explica Carlão.

Os sindicatos aguardam uma resposta do Governador Renato Casagrande a respeito das audiências solicitadas e garantem que continuarão lutando pela garantia dos direitos reivindicados.

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