Mudanças no BB confirmam que gestão de pessoas não é prioridade da direção

Há anos o Banco do Brasil não tem investido em gestão de pessoas e nesta semana a direção levou ao extremo sua política de desvalorização dos empregados. O BB eliminou a Vice-Presidência de Gestão de Pessoas que tinha a função de cuidar dos 112 mil funcionários do banco. As diretorias DIPES e DIREF foram transferidas […]

Há anos o Banco do Brasil não tem investido em gestão de pessoas e nesta semana a direção levou ao extremo sua política de desvalorização dos empregados. O BB eliminou a Vice-Presidência de Gestão de Pessoas que tinha a função de cuidar dos 112 mil funcionários do banco. As diretorias DIPES e DIREF foram transferidas para a Vice-Presidência de Varejo, relegando as questões ligadas aos trabalhadores à parte negocial do banco.

A alteração foi comunicada ao mercado através da diretoria de Relações com Investidores. A nova Vice de Serviços será ocupada por César Borges, ex-governador da Bahia, e a turbinada Vice de Varejo será comandada por Paulo Ricci, que já ocupa o cargo. O pilar varejo já emprega mais de 75% dos funcionários do BB.

“Com essa medida, a direção do BB reafirma que não está preocupada com sua área de Recursos Humanos, porque não há medidas de valorização das pessoas; não há investimento na formação de gestores e administradores. Hoje, o BB tem apenas como objetivo uma gestão por cumprimento de metas”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES e funcionária do BB Goretti Barone.

A frágil e tímida atuação do então vice-presidente de Gestão de Pessoas, Robson Rocha, que ocupava o cargo desde 2009, contribuiu para a eliminação do setor. Segundo Goretti, Rocha nunca se posicionou em conflitos em defesa dos funcionários e era apenas o responsável pela área. “Precisamos resgatar o papel da gestão de pessoas, pautando o respeito e o resgate à dignidade dos empregados. O banco deve ter compromisso com os funcionários e respeito aos trabalhadores”, afirma Goretti.

Com informações da Contraf

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