Mulheres reivindicam revisão de aposentadoria de bancárias da Caixa pré-79

No final de maio a diretora de Administração e Finanças da Fenae, Fabiana Matheus; a presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Jaqueline Mello; e a deputada estadual Erika kokay se reuniram com a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci de Oliveira. A reunião teve como pauta o pedido de intervenção […]

No final de maio a diretora de Administração e Finanças da Fenae, Fabiana Matheus; a presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Jaqueline Mello; e a deputada estadual Erika kokay se reuniram com a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci de Oliveira. A reunião teve como pauta o pedido de intervenção da ministra junto à Caixa para buscar uma solução para as 3643 mulheres que ingressaram no banco até 18 de junho de 1979 e, no momento da aposentadoria, foram discriminadas. Elas receberam um benefício menor que os homens admitidos na empresa no mesmo período.

Na época, o regulamento dos planos de benefícios tinha como um dos seus critérios o sexo do participante na fixação do percentual sobre o qual era calculado o benefício, sendo que para os homens (30 anos de contribuição) era dado o percentual de 80% e para as mulheres (25 anos de contribuição), 70%. Posteriormente, o regulamento foi alterado pondo fim a essa distinção.

O Conselho Deliberativo e a Diretoria Executiva da Funcef aprovaram em 2008 o direito das aposentadas à revisão do benefício e a necessidade do equacionamento da reserva matemática por parte da patrocinadora. Contudo, o banco se recusa a destinar os recursos necessários, que correspondem a cerca de R$ 480 milhões. “Aqui no Espírito Santo há várias mulheres que estão nessa situação. É uma injustiça que precisa ser corrigida. Enquanto a Caixa se recusa a garantir os direitos dessas trabalhadoras, o banco gasta R$ 1,8 milhão na compra de 480 ingressos para a Copa do Mundo, que serão destinados a empresários, milionários e parceiros do banco”, afirma a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Rita Lima.

 

Com informações da Contraf

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