Na Boca do Caixa: uma noite de música, poesia e exposições fotográficas

O "Na Boca do Caixa" contou com apresentações artísticas de bancários e funcionários do Sindicato.

A noite da quarta-feira, 07, foi marcada por manifestações artísticas com a realização, no Centro Cultural e Esportivo dos Bancários, do projeto “Na Boca do Caixa”. Uma das novidades desta edição é que, ao contrário das anteriores, o “Na Boca do Caixa” não contou somente com apresentações musicais, mas também com sarau de poesia e exposição fotográfica. Além disso, durante o evento foram vendidos produtos veganos como pastéis, quibes e coxinhas, com ingredientes originários da agricultura familiar.

“A ideia de expandir as apresentações culturais para além da música se deu porque a arte tem diversas modalidades e não podemos nos prender somente a uma, pois elas dialogam entre si. Os bancários e bancárias se dedicam a várias expressões culturais e querem mostrar sua arte para quem é amante da música, mas também da poesia e da fotografia”, diz a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lucimar Barbosa.

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Igor Borges (Bancário do Banestes) e Agnaldo Mendes (Funcionário do Sindibancários) se apresentando no “Na Boca do Caixa”

A apresentação musical do “Na Boca do Caixa” foi o bancário Igor Borges (Banestes) e Agnaldo Mendes (Funcionário do Sindibancários), fazendo voz e violão.

“Muitas vezes nós passamos a maior parte do nosso tempo com os colegas de trabalho, e não com os familiares. E esse período que passamos com os colegas normalmente é de tensão. Por meio do Na Boca do Caixa podemos nos reunir para descontrair e interagir numa atividade de viés cultural”, afirma Igor.

Durante o evento aconteceram duas exposições fotográficas. Uma delas  foi a da diretora do Sindibancários, Lindalva Firme. Intitulada “Além do que se vê”, ela retrata o cotidiano de Anedina Targino José, uma senhora de 80 anos que trabalha recolhendo materiais recicláveis pelas ruas de Vale Encantado, em Vila Velha.

“Este espaço é muito importante porque reconhece outras atividades que o bancário pode desenvolver além do que ele faz todos os dias no banco. Permite que a gente desenvolva nossas percepções e se realize com isso. Há uma troca de ideias, comunicação com outros trabalhos. É de suma importância o Na Boca do Caixa exista para que a gente não deixe no baú o que a gente pode evidenciar, que é o nosso lado artístico”, diz Lindalva.

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As exposições fotográficas mostraram a realidade de uma senhora catadora de materiais recicláveis e do povo cubano.

O “Na Boca do Caixa” também contou com a exposição do fotógrafo cubano Michel Gustavo Martinez Guerra. Ele registrou momentos importantes do cotidianos dos trabalhadores cubanos, como o dia-a-dia nas manufaturas, a exemplo das fábricas de tabaco, e o funeral de Fidel Castro.

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Sarau de poesia

Por meio do sarau de poesia os participantes conheceram o trabalho literário de Wilson Júnior, funcionário do Sindibancários.

“Projetos como o Na Boca do Caixa também são espaços de resistência, pois através da arte também podemos expressar nossos anseios de transformação social”, diz Wilson.

 

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