Na Caixa, supersalários para poucos e condições precárias para a maioria

A Caixa Econômica gastou R$ 26,7 milhões com benefícios pagos a conselheiros e diretores nos nove primeiros meses de 2015. Os gastos com supersalários aumentaram 25% nesse período, se comparado com a mesma época em 2014. Em média, cada dirigente recebe R$ 43 mil por mês atualmente. Esses valores mostram a desigualdade que impera dentro […]

A Caixa Econômica gastou R$ 26,7 milhões com benefícios pagos a conselheiros e diretores nos nove primeiros meses de 2015. Os gastos com supersalários aumentaram 25% nesse período, se comparado com a mesma época em 2014. Em média, cada dirigente recebe R$ 43 mil por mês atualmente. Esses valores mostram a desigualdade que impera dentro da instituição financeira. Se por um lado conselheiros e diretores recebem supersalários, a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras vive em condições precárias de trabalho.

Essa precariedade se reflete, por exemplo, na falta de funcionários, uma realidade em praticamente todas unidades da Caixa. “Isso provoca sobrecarga de trabalho e, consequentemente, adoecimento, além de prejudicar o atendimento ao cliente. Vale lembrar que a Caixa tem uma demanda muito grande de serviços, pois é o banco exclusivo do Governo Federal para pagamento de benefícios como Bolsa Família, seguro desemprego, PIS, abono salarial, entre outros. Portanto, a contratação de mais funcionários é, de fato, uma necessidade”, afirma a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lizandre Borges.

Na última Campanha Salarial, todas as reivindicações dos bancários e bancárias da Caixa foram negadas. “A proposta da Caixa foi muito ruim. E a instituição financeira não tem motivos para negaras reivindicações de seus funcionários, pois o lucro só tem aumentado. No terceiro trimestre deste ano o lucro foi de R$ 3 bilhões, um aumento de 60% se comparado ao mesmo período de 2014. Temos que continuar mobilizados para reverter essa situação de precariedade que a Caixa quer nos impor”, destaca Lizandre.

Somente neste ano, cerca de 3 mil trabalhadores foram desligados da Caixa por meio do Plano de Apoio à Aposentadoria (PPA), o que agravou ainda mais a situação de escassez de empregados no banco. Além disso, de acordo com o levantamento do Banco Central divulgado na última segunda-feira, 16, a Caixa ocupa o primeiro lugar no topo da lista dos bancos com maiores índices de reclamações de clientes.

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