Bancários reforçam necessidade de manter padrão de contratação

Uma das formas de barrar o fim da categoria bancária é impedir que as instituições financeiras contratem dentro das novas modalidades previstas dentro da reforma trabalhista, como terceirizados, teletrabalho, intermitente, autônomo exclusivo e pejotização.

Foram aprovados a tese, a minuta e os eixos da campanha

A Conferência Estadual dos Bancários e das Bancárias chegou ao fim na manhã do domingo, 22, com a plenária final, na qual foram realizados o balanço da Campanha Nacional 2017, apresentação das teses, definição dos eixos e estratégias da Campanha Nacional 2018 e votação da minuta. O evento, que começou na sexta-feira, 20, ocorreu no Hotel Praia Sol, em Nova Almeida, na Serra.

No momento da avaliação da Campanha Nacional 2017 o diretor do Sindicato dos Bancários/ES Carlos Pereira de Araújo, o Carlão, destacou que a centralidade da Campanha do ano passado era manter o padrão de contratação, impedindo que as instituições financeiras contratem dentro das novas modalidades previstas dentro da reforma trabalhista, como terceirizados, teletrabalho, intermitente, autônomo exclusivo e pejotização.

O índice de reajuste conquistado, que foi a inflação mais 1%, segundo Carlão foi irrisório levando-se em consideração o custo de vida. De acordo com ele, é preciso lutar por um índice maior. Na minuta aprovada durante a Conferência deste ano o reajuste pleiteado é de 15% mais a inflação, que é a média da produtividade do setor financeiro. Contudo, assim como em 2017 a manutenção do padrão de contratação nos bancos continua a ser a centralidade da Campanha Nacional.

“Somos contra a reforma trabalhista e temos que materializar o não reconhecimento da reforma na Convenção para que não se expandam iniciativas como a do Banco do Brasil em São Paulo, onde foi criada uma agência somente com trabalhadores e trabalhadoras terceirizados, ou seja, um banco sem bancários e bancárias”, destaca Carlão.

Em relação ao acordo de dois anos, o coordenador geral do Sindibancários Jonas Freire afirma que foi algo desmobilizador para a categoria, que não fez greve em 2017, sendo que as cláusulas de condições de trabalho deveriam ser debatidas e o movimento paredista seria uma possibilidade de aprofundar o debate sobre a reforma trabalhista e da Previdência com os bancários e bancárias.

Moções

Durante a Conferência foram aprovadas três moções. Uma, de repúdio à execução da vereadora do PSOL do Rio de Janeiro Marielle Franco e de seu motorista Anderson Pedro Gomes. Esse crime trata-se de um atentado à classe trabalhadora e aos direitos humanos, uma das pautas defendidas pela parlamentar.

A outra foi de repúdio ao assassinato de Ruan e Damião Reis, moradores do Morro da Piedade, em Vitória. O duplo homicídio se soma às mortes de tantos outros jovens capixabas, evidenciando a falta de políticas públicas de combate à violência contra a juventude negra e periférica, principalmente.

A terceira foi de apoio aos professores e professoras municipais de Vitória, que estão em greve há quase um mês reivindicando aumento salarial e melhoria nas estruturas das escolas, e cujo movimento paredista está sendo criminalizado pela administração municipal.

Eixos específicos da Campanha

– Promoção de igualdade de oportunidades
– Defesa da jornada de 6 horas
– Defesa do emprego
– Saúde do trabalhador
– Segurança bancária
– Isonomia
– Defesa dos bancos públicos

Eixos políticos da classe trabalhadora

– Fora Temer
– Pela revogação da reforma trabalhista
– Auditoria da Dívida Pública Já
– Estatização do sistema financeiro
– Ratificação da Convenção 158 da OIT
– Contra a reforma da Previdência
– Contra a terceirização

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