Não foi acidente! Ato público protesta contra crimes da Samarco e Vale na próxima segunda

A Frente Capixaba de Lutas, articulada com diversas organizações sociais, realiza na próxima segunda-feira, 16, um grande ato público em protesto contra o crime cometido pela Samarco e Vale, resultado do rompimento de duas barragens no município de Mariana, em Minas Gerais. A concentração do ato será às 17h, na Ufes, campus de Goiabeiras. A […]

A Frente Capixaba de Lutas, articulada com diversas organizações sociais, realiza na próxima segunda-feira, 16, um grande ato público em protesto contra o crime cometido pela Samarco e Vale, resultado do rompimento de duas barragens no município de Mariana, em Minas Gerais. A concentração do ato será às 17h, na Ufes, campus de Goiabeiras. A manifestação é fruto da indignação com os impactos sociais e ambientais causados pelo desastre.

Entre os danos ao meio ambiente está a destruição do Rio Doce, com a morte de animais e vegetais. Isso significa, entre outros problemas, a extinção de diversas espécies de peixes, além do prejuízo para várias famílias que vivem da pesca e para a população dos municípios por onde o rio passa, que já sofrem com a falta d’água. Com a chegada da lama ao Atlântico, o litoral capixaba também será afetado pelos resíduos tóxicos, prejudicando também a fauna e a flora desse local.

A manifestação tem como objetivo denunciar esse crime cometido pela Samarco e pela Vale e exigir que as empresas reparem os danos ambientais, materiais e humanos causados por elas. Além disso, os trabalhadores e trabalhadoras das mineradoras não podem pagar a conta da irresponsabilidade das empresas, que colocam o lucro em primeiro lugar. A Samarco já anunciou que vai dar licença remunerada seguida de férias coletivas para milhares de funcionários e, ao ser questionada sobre a possibilidade de demissões, se cala. Ou seja, o futuro dos trabalhadores e trabalhadoras é incerto.

Entre as reivindicações do Ato estão a responsabilização completa as Vale/Samarco pelo ocorrido, negociação coletiva com o envolvimento das famílias atingidas, paralisação imediata dos processos de licenciamento de construção e manutenção de barragens; e consulta popular prévia para empreendimentos que interfiram no meio ambiente.

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