Não tem crise para banqueiros: lucro do Itaú cresce 15,4% em 2015

Segundo dados divulgados pelo Itaú, o lucro de 2015 dessa instituição financeira foi de R$ 23,36 bilhões, o que representa um aumento de 15,4% se comparado aos R$ 20,242 bilhões alcançados em 2014. O resultado é consequência de ganho nos empréstimos, fruto da alta de juros, além da alta das receitas com serviços e a […]

Segundo dados divulgados pelo Itaú, o lucro de 2015 dessa instituição financeira foi de R$ 23,36 bilhões, o que representa um aumento de 15,4% se comparado aos R$ 20,242 bilhões alcançados em 2014. O resultado é consequência de ganho nos empréstimos, fruto da alta de juros, além da alta das receitas com serviços e a recuperação de crédito.

Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Carlos Pereira de Araújo, o Carlão, os altos lucros do Itaú são oriundos da exploração dos trabalhadores e clientes. “Esse lucro exorbitante vem das péssimas condições de trabalho impostas aos bancários e bancárias, além das altas taxas de juros e tarifas cobradas dos clientes. Vem também da atuação do Itaú como um dos credores da dívida público. Inclusive, o banco tem sido bastante beneficiado com o aumento da taxa Selic”, destaca Carlão.

O diretor do Sindibancários afirma que uma das provas da precarização dos trabalhadores do Itaú está nos resultados de uma pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). “O estudo mostra que em 2015 o Itaú fechou 120 agências físicas e cortou 2711 postos de trabalho no Brasil. É uma política de redução de funcionários e de fechamento de agências que não tem justificativa diante da grande rentabilidade da instituição financeira”, diz.

Outros dados

No quarto trimestre do ano, o banco viu seu lucro subir 3,2% na comparação com o mesmo período de 2014, chegando a R$ 5,698 bilhões. O lucro líquido recorrente-que exclui efeitos extraordinários— encerrou 2015 com avanço nominal de 15,6%, para R$ 23,832 bilhões. No quarto trimestre do ano passado, foi de R$ 5,773 bilhões, alta de 2% em relação ao mesmo trimestre de 2014 e queda de 5,6% na comparação com os três meses anteriores.

Os empréstimos, principal negócio dos bancos, ficaram estagnados no Itaú Unibanco no Brasil. Descontando o efeito da variação cambial, a carteira de crédito do banco recuou 2,9% no ano passado, somando R$ 603,046 bilhões. Os financiamentos para o consumidor pessoa física tiveram alta de 0,7% em relação ao ano anterior, com destaque para o crédito consignado (alta de 12,1%) e para o imobiliário (19,8%).

No caso das empresas, o volume de financiamentos cresceu 0,9% em relação ao 2014, sendo grande parte dessa expansão explicada pelo câmbio. O crédito para pequenas e médias empresas recuou 1,7%, mas o para grandes companhias aumentou 2%.

Com informações do G1

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