Negociação dos financiários não avança e comando orienta greve

Empregados das financeiras são convocados para Assembleia Geral Extraordinária da categoria nesta segunda-feira, 05

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Intransigência e negativas marcaram a quarta rodada de negociação dos financiários com a Fenacrefi, realizada nesta terça-feira, 30, em São Paulo. O tom de respostas negativas às reivindicações da categoria foi mantido pela Fenacrefi. Diante de mais uma rodada sem avanços, o comando que representa os financiários orienta que a deliberação de greve nacional. Os empregados capixabas de financeiras são convocados pra Assembleia Geral na próxima segunda-feira, 05, às 18 horas, no Centro Sindical dos Bancários.

Durante a rodada de negociação, foram debatidas quatro cláusulas, entre elas, contratação dos trabalhadores do ramo financeiro, cumprimento da licença-paternidade, Participação dos Lucros e Resultados e parcelamento do adiantamento de férias. As negociações se arrastam desde junho, quando a pauta da categoria foi entregue à Fenacrefi.

“Nossa luta é para que a categoria dos financiários seja respeitada. Além de propor índice rebaixado, a Fenacrefi negou as cláusulas sociais reivindicadas pelos trabalhadores. Cada financeira é ligada a um grande banco, e, portanto, não há crise para os bancos e muito menos para as financeiras. A Fenacrefi não tem motivos para negar as reivindicações dos empregados. Convidamos todos os bancários e bancárias a participarem da assembleia e se mobilizarem para a construção de uma greve forte”, enfatiza o diretor do Sindibancários/ES, Idelmar Casagrande.

Cláusulas negadas

Diante da falta de funcionários contratados pelas financeiras e com o grande número de prestadores de serviços no ramo, os dirigentes sindicais destacaram a necessidade de mais contratações de trabalhadores no ramo financeiro. A Fenacrefi se negou a fazer o debate neste momento.

Outros pontos negados pela Fenacrefi foram sobre a discussão de um novo modelo de Participação de Lucros e Resultados, adiantamento de salário e aumento da parcela adicional da PLR.

Entre as questões sociais debatidas, os financiários não obtiveram avanço na licença-paternidade, visto que muitas instituições financeiras ainda não são cadastradas no Programa Empresa Cidadã. Os representantes dos trabalhadores cobraram o cumprimento da lei.

O  financiários também convivem com o assédio moral existente dentro dos locais de trabalho.  Há casos em que os trabalhadores são colocados dentro das salas de reuniões e são obrigados a ficarem calados. O fim do assédio moral é uma das principais reivindicações da categoria.

Proposta salarial baixa

A proposta de reajuste salarial é baixa (correspondente a 80% do INPC de 9,83%, referente a junho/2016, mais R$ 1.000 de abono). O índice está muito aquém da reivindicação dos financiários, de reposição da inflação, mais 5% de aumento real.
Rumo à greve

Depois de quatro rodadas de negociação sem avanços e sem proposta de reajuste salarial decente, o Comando Nacional dos Bancários orienta o início do movimento grevista.

Assembleia Geral dos Financiários

05 de setembro, às 18 horas

Local: Centro Sindical dos Bancários

Rua Dom Bosco , 125, Forte São João, Vitória.

Com informações da Contraf

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