Negociações com Banestes não avançam

A Comissão que representa os empregados, coordenada pelo Sindicato dos Bancários/ES, concluiu a apresentação da minuta e vai aguardar um posicionamento do banco até o início da próxima semana.

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Mesa de negociação começou na última quinta-feira (25)

Terminou sem proposta a primeira rodada de negociação com o Banestes na Campanha Salarial 2016. A mesa começou na última quinta-feira (25) e foi encerrada com nova reunião na tarde de hoje (26). A Comissão que representa os empregados, coordenada pelo Sindicato dos Bancários/ES, concluiu a apresentação da minuta e vai aguardar um posicionamento do banco até o início da próxima semana.

Na reunião, os dirigentes sindicais passaram ponto a ponto as reivindicações da categoria, dando ênfase aos  eixos prioritários, dentre eles, reajuste salarial de 24,58%, reposição das perdas salariais de setembro de 1994 a agosto de 2016, contratação de mais empregados, saúde e condições de trabalho.

“Deixamos claro para a direção do banco que a lucratividade do Banestes é expressão do trabalho de seus funcionários, sinaliza o envolvimento, a dedicação e a responsabilidade que cada bancário e bancária. Por isso cobramos do Banestes a sua contrapartida com os empregados, que passa pela valorização da categoria” salientou Jonas Freire, coordenador geral do Sindicato.

Só no primeiro semestre do ano, o Banestes obteve lucro de R$ 84,7 milhões, valor 2,8% maior do que o registrado no mesmo período em 2015.

Remuneração

Em relação à remuneração, a Comissão de negociação deixou claro que “a negociação com a Fenaban pode ser um parâmetro, mas não o limite”, como disse Jonas. “Nossas perdas salariais são maiores, e não podemos nos limitar ao negociado nacionalmente. É necessário e possível avançar”.

Banescaixa

Os bancários deram ênfase à necessidade de rever a forma de contribuição à Banescaixa, exigindo o retorno do caráter solidário do plano, que antes era cobrado por percentual e não por faixa etária.

Baneses

Também foi debatida a necessidade de aumentar a contribuição do banco para a Fundação Banestes. A reivindicação é que o banco, que hoje contribui com 9%, passe a contribuir com 15%. A Comissão defendeu também a manutenção da contribuição patronal para os bancários com mais de 55 anos de idade, e a revisão do reajuste dos benefícios dos aposentados (Planos 1 e 2).

Condições de trabalho

O debate de condições de trabalho também foi prioridade, com foco na necessidade de contratação de mais bancários. “Temos agências sobrecarregadas e com déficit de funcionários. Só na agência Praia do Canto, levantamos a necessidade de três novos empregados, um quadro se repete em outras unidades”, explica Jonas.

Só a luta nos garante

O Sindicato não descarta a possibilidade de paralisar as atividades bancárias para pressionar as negociações.  “A conjuntura em todo o país é de ameaça aos direitos e de arrocho. Nossas negociações não serão fáceis. Ou fazemos uma greve forte, com adesão real dos bancários, ou conseguiremos avançar muito pouco. Precisamos mostrar que somos uma categoria unida, consciente de nossos direitos e de nossa força. É hora de ir pra cima e fortalecer a nossa Campanha Salarial”, diz Jonas Freire, sobre a necessidade de participação dos bancários.

Confira as principais reivindicações da minuta específica do Banestes:

  • Reajuste salarial de 24,58%
  • Reposição das perdas salariais ocorridas no período de setembro de 1994 a agosto de 2016
  • Equiparação da comissão de gerente de relacionamento e de negócios
  • Contratação de mais empregados
  • Revisão da forma de contribuição à Banescaixa (retorno do caráter solidário do plano, sendo cobrado por percentual e não por faixa etária)
  • Aumento da contribuição do banco para a Baneses de 9% para 15% e que o Banestes continue contribuindo com os aposentados que estão na ativa.
  • Plano de Cargos e Salários que inclua todos funcionários.
  • Décimo quarto salário
  • Auxílios alimentação e refeição no valor de R$ 880,00
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